22/05/26
Prestação de contas
24/04/25
Um caminho a continuar

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu criar a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica em Portugal, na Assembleia Plenária de novembro de 2021. A Comissão Independente apresentou em 13-2-2023, o Relatório da investigação efectuada.
Em 5-2-2022, as Comissões Diocesanas, reunidas em Fátima, tomaram a decisão de criar a Equipa de Coordenação Nacional (ECN), integrando representantes das províncias eclesiásticas de Braga, de Lisboa e de Évora.
A CEP, na Assembleia Plenária de 25-28 de Abril de 2023, criou o Grupo VITA, apresentando-se como um organismo “isento e autónomo que visa acolher, escutar, acompanhar e prevenir as situações de violência sexual de crianças, jovens e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica em Portugal, numa lógica de intervenção sistémica”. Entrou em funcionamento em 22-5-2023 e tem vindo a apresentar Relatórios de Actividades semestralmente.
Tendo em vista uniformizar procedimentos e garantir a adequada articulação entre VITA, ECN, Comissões diocesanas, Procuradoria-Geral da República, assim como a actuação no apoio psicológico, psiquiátrico e espiritual das vítimas e agressores, em 16-11-2023, a CEP aprovou o “Guia de Boas Práticas” para o tratamento de casos de abuso sexual de menores e adultos vulneráveis, no contexto da Igreja Católica.
Em 25-7-2024, a CEP divulgou o Regulamento para atribuição de compensações financeiras às vítimas de abusos sexuais, que prevê a criação de duas comissões, a Comissão de instrução e a Comissão de fixação da compensação. Estão em curso estes procedimentos.
A CEP, na Assembleia Plenária de Novembro, aprovou uma Adenda com algumas clarificações ao processo das compensações financeiras, e também o alargamento do prazo de apresentação dos pedidos até 31-3-2025.
Em todo o país têm vindo a ser tomadas medidas de prevenção primária, tais como Ações de Formação para os diversos Agentes pastorais e a criação de mapas de risco e de códigos de conduta nos diversos sectores de intervenção da Igreja.
Esta breve nota histórica sobre a prevenção e protecção de menores e adultos vulneráveis no seio da Igreja Católica releva, no contexto atual de funcionamento das Comissões Diocesanas, a necessidade de articulação e cooperação entre as várias entidades com responsabilidades nesta área: as Comissões diocesanas, o Grupo VITA, a ECN, a CEP e as Dioceses.
Manifesta também o caminho percorrido e a percorrer na prestação de um serviço que deve dar confiança, segurança e cuidado a todas as vítimas de abuso dentro da Igreja. Pode ainda ser sugestivo daquilo que é necessário fazer na sociedade.
12/02/25
A cultura portuguesa - Os melhores dos melhores
Crítica feita sobretudo de humor. Rir das nossas virtudes e defeitos é um bom princípio para sabermos situar-nos no mundo em que vivemos, e não nos tornarmos insuportáveis para os que nos estão próximos...
Ser melhor significa também que se pode ser crítico com total liberdade, sem medo de ser incomodado pelos censores estatais ou informais ou pelos agentes do cancelamento...
Algumas das nossas “elites” não têm esta capacidade. Como, p.ex., o despautério de uma esquerda globalista que diz os maiores disparates, sem se rir, da cultura portuguesa.
Felizmente, temos outras vanguardas em que só os melhores têm esta capacidade crítica. De Gil Vicente a Eça de Queirós, de Eduardo Lourenço a Miguel Esteves Cardoso.
Um Alípio Abranhos do séc. XX pode passar pela Câmara Municipal, Governo ou Parlamento. Temos vindo a divertir-nos com episódios dos passantes por esses sítios de poder sem qualquer noção do sentido de estado ou do ridículo...
As “Aventuras” de Miguel Esteves Cardoso – (1ª parte - As minhas aventuras na República Portuguesa", Independente Demente) mostram como os portugueses têm humor suficiente para se verem ao espelho e serem capazes de sorrir de si próprios e em especial dos políticos que os governam.
Por exemplo, a “Aventura do sofrer” (p. 42): “Em Portugal sofre-se muito. Eu sofri muito. Tu já sofreste muito. Só Deus sabe o que ele já sofreu. De resto, sofre-se muito neste país. O próprio país sofre. Sofre só por si com ponto final. E sofre coisas exteriores a si. Sofre de dúvidas. Sofre quedas. De escadotes. De cabelos. Sofre alterações. Sofre cataclismo. Sofre de sucessivas. Sofre de chofre.
Esta afirmação sofre de contra-argumentação.”...
Até para a semana.

09/10/24
A comunicação social e os abusos
Perante a crise dos abusos sexuais na Igreja, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) tem respondido assertivamente ao problema, de várias formas.
Em Portugal, o estudo desta realidade foi entregue a uma Comissão Independente que concluiu pela existência dos abusos, ao longo de mais de 70 anos, e pela necessidade de agir em várias áreas, como consta do Relatório final elaborado.
A realidade descrita é suficientemente dolorosa para, tout court, se aceitar as conclusões do Relatório.
No entanto, não questionando essa verdade, certamente que se podem colocar problemas metodológicos e em consequência questionar algumas conclusões a que a Comissão Independente chegou. (1)
Perante a necessidade de dar continuidade às sinalizações, verificou-se a impossibilidade de identificar muitos casos por falta de dados, tal como de vir a poder efectuar compensações financeiras, sem ter de obrigar a novo processo ainda que com o risco de revitimização.
Na sequência da Carta Apostólica Vos estis lux mundi do Papa Francisco, foram criadas as Comissões Diocesanas para proteção de crianças e jovens e pessoas vulneráveis que respondem localmente pela prevenção e protecção das vítimas de abusos.
Foi também criado o Grupo VITA que não só continuou a atender vítimas, a nível nacional, como se tem empenhado na realização de acções de prevenção primária como formação e elaboração de instrumentos de trabalho pedagógicos para a prevenção.
O Grupo VITA criou ainda uma bolsa de psicólogos e psiquiatras, de todo o país, que têm atendido as vítimas que necessitam de apoio psicológico. Como Bento XVI referiu, "o importante é, primeiro, olhar pelas vítimas e fazer tudo para as ajudar e acompanhar enquanto saram”.
A comunicação social informa, investiga e divulga mas também manipula e é manipulada de acordo com interesses mais ou menos expressos ou mais ou menos ocultos.
Seja como for, na complexidade do mundo global, uma grande parte da luta pela liberdade e liberdade de expressão passa pelo trabalho dos jornalistas e dos media, que não têm trabalho fácil e estão sujeitos a perseguições arriscando a própria vida. (Committee to Protect Journalists)
Por isso, o papel da Comunicação Social é fundamental na investigação de eventuais casos de violência sexual nas instituições da Igreja mas também da sociedade, famílias, escolas, desporto... Por isso mesmo, deve investigar e informar com imparcialidade.
Até para a semana.
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23/06/24
“Acredito porque é absurdo”

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11/06/24
Sans peur du lendemain
02/06/24
Activas, proactivas, hiperactivas
08/05/24
A ideologia de género
Ainda a onda da irracionalidade da ideologia de género não tinha chegado ao ponto em que está na Assembleia da República, já Miriam Grossman psiquiatra de crianças, jovens e adultos, em 2009, tinha começado a alertar os pais para o que estava a ser ensinado na escola sobre educação sexual, no livro: “Você está a ensinar ao meu filho o quê?”
Esta racionalidade, inserida na contestação à teoria/ideologia de género é também necessária para que os pais possam argumentar contra frases feitas que são autênticas falsidades.
Contra a expressão “nascer num corpo errado”, Miriam Grossman diz que "nenhuma criança nasce no corpo errado". Para ela, "toda a criança nasce no corpo certo".

Outra falsidade é dizerem que os outros “só têm que respeitar”. Como?
Jean-François Braunstein em A religião woke dedica um capítulo à ideologia de género: "Uma religião contra a realidade - a teoria de género".
12/04/24
Traumas e resiliência
07/04/24
Em defesa dos direitos da criança
23/02/24
Eleições, internet e mentiras
Contamos mentiras o tempo todo. Um estudo de 2002 realizado pelo psicólogo Robert Feldman, descobriu que 60% das pessoas mentiram pelo menos uma vez durante uma conversa de 10 minutos, contando em média duas a três mentiras.
A tendência para mentir está profundamente enraizada na nossa história evolutiva, como acontece com outros primatas.
As crianças adquirem esse comportamento de prever o pensamento da outra pessoa entre as idades de dois e cinco anos, e isso é visto como um marco no desenvolvimento cognitivo (teoria da mente).
Muitas mentiras são triviais e cordiais. As mentiras do quotidiano ou pelo menos as falsidades fazem parte da conversa consumatória que todos usamos e das quais não vem grande mal ao mundo por causa disso, desde mentiras gentis (“estás mais magra!” ou “estás com óptimo aspecto!" ou "tens um cabelo bonito”) a algumas mentiras que fazem parte das nossas rotinas e na sua maioria são de autoprotecção e inconsequentes (“estou a caminho”, “estou quase a chegar”, “havia um acidente na estrada”)...
Mas há mentiras sinistras, como acusar falsamente alguém de um crime ou mentir aos investidores, que podem ter consequências devastadoras.
Acontece também, por exemplo, com a mentira manipuladora na violência doméstica (gaslight).
Outras vezes é a omissão de dados e factos nos documentos que se apresentam nas instâncias que controlam e regulam o funcionamento dos políticos nas democracias.
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(1) Já que nas ditaduras a mentira é a verdade.
(2) Mentir provoca alterações psicofisiológicas: na respiração, nos batimentos cardíacos, começar a suar, a boca fica seca e a voz pode alterar. Alguns desses efeitos são registados no clássico teste do detector de mentiras (polígrafo, máquina da verdade). Ainda assim, pode haver quem minta ao detector de mentiras.
08/11/23
O que é uma mulher
1. O jornalista Matt Walsh entrevistou pessoas por todo o mundo, para saber o que é uma mulher e o resultado pode ser visto no Youtube, no Documentário crítico sobre o género. O que é ser uma mulher?
A entrevista também conta com a opinião de Miriam Grossman, psiquiatra, e Jordan Peterson, psicólogo, que se atêm à realidade e desmontam opiniões e práticas discutíveis...
Há quem ache que uma mulher é quem se identifica com uma mulher mas não sabe o que é essa pessoa com quem se identifica.
Matt Walsh vai para casa conforme J. Peterson lhe recomenda e pergunta à sua mulher: o que é uma mulher? A resposta: É um humano adulto fêmea.
2. Nunca me interessou o concurso das misses e não era agora que isso me ia interessar. Mas não deixa de ser curioso ser um dos temas de momento.
Miguel Sousa Tavares com José Alberto Carvalho estão a ser trucidados nas redes sociais sobre a posição que tomaram no comentário semanal.
Também Joana Amaral Dias foi chamada de transfóbica e até se põe em dúvida a sua formação académica ...
O que é que está errado no que disse JAD? O que é uma mulher ? O concurso das misses é a eleição de uma mulher? Ou de alguém que se identifica com uma mulher? Ou as duas coisas? Então digam à gente que é assim.
Estes são os factores que moldam a nossa personalidade. Para compreendermos uma pessoa temos que levar em conta todos eles. O que não é fácil.
Negar a biologia não me parece que tenha sentido se nos colocarmos numa posição racional. Cada um pode pensar que é aquilo que entende. Não será por isso que a realidade deixa de ser o que é, nem a genética se altera por grande que seja a minha vontade de ser outra coisa mesmo que seja outra coisa socialmente aceite.
O que não é aceitável é que haja vantagens ou desvantagens, visíveis ou invisíveis, à partida, de alguém, seja em que situação for, para quem disputa um concurso ou um lugar ou um emprego.
5. O senhor ministro da educação (João Costa, XXIII Governo Constitucional) acha que as crianças não são propriedade dos pais e que o estado lhes dá a educação que entender. Está enganado.
Há muito que aprendi com Khalil Gibran que os “Teus filhos não são teus filhos”. Mas se não são propriedade dos pais muito menos são propriedade do estado.
Até para a semana.
20/09/23
Erros que os professores não cometem com os seus filhos
Éducation : ces 4 erreurs que les profs ne feront pas avec leurs enfants, Louise Leboyer , 05/09/2023.
28/07/23
Os sonhos dos jovens

Acontece por estes dias a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), não só em Lisboa mas por todo o país mesmo nas aldeias mais recônditas.
Conforme refere a Organização da Jornada, a “Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada em construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja.”
Há 37 anos (1986) realizou-se a primeira JMJ. Os adultos de hoje foram os jovens dessa Jornada. Entretanto, aconteceram grandes mudanças principalmente a nível da comunicação. Para o pior e para o melhor. Será que motivação idêntica caracteriza os jovens dessa altura e os de hoje? O que é ser jovem em 2023? O que mudou e se mantem nos sonhos dos jovens?
Como nesse tempo, os jovens estão perante opções de vida fundamentais, hoje ainda mais difíceis de tomar do que antes. As armadilhas em que tropeçam são muitas e oscilam entre as falinhas mansas de que a felicidade está ao virar da esquina e as profecias climáticas, culpando tudo e todos e negando-lhes o futuro, entre o facilitismo na educação em que deixa de haver exame a matemática num curso de ciências e a ideologia de género dizendo-lhes que eles podem ser aquilo que quiserem, e a incultura woke que lhes proíbe as suas raízes culturais e pratica o cancelamento, a higienização, a censura, a proibição de livros e o proselitismo.
Não sabemos muito bem o que é a juventude e o que são os jovens. A “juventude” é segundo a ONU uma categoria fluida e mutável. Ser jovem pode variar muito em todo o mundo. O critério etário não é preciso, se "jovens" são pessoas entre 15 e 24 anos, por outro lado também define criança até aos 18 anos. Por vezes considera-se a juventude até aos 29/30 anos...
Segundo a ONU os jovens manifestam a imaginação, a criatividade e a energia que são vitais para o desenvolvimento contínuo das sociedades.
Seja como for, aquilo que continua a ser importante, antes e agora, é que os jovens sejam capazes de atingir estádios de desenvolvimento cognitivo e moral (estádio das operações formais e estádio pós-convencional) que lhes permitam ter capacidade para determinar o certo e o errado, com base em parâmetros sociais democraticamente pré-estabelecidos, compreender que as leis são como contratos sociais e não imposições rígidas e imutáveis feitas seja por quem for, políticos, influencers, gurus, wokistas, e ainda ter a capacidade de resistir à arregimentação e às investidas do proselitismo.
Se a JMJ contribuir para o desenvolvimento da autonomia dos jovens de forma a permitir que emocional e racionalmente se tornem pessoas dirigidas por princípios éticos universais, a JMJ terá valido a pena. Os sonhos dos jovens serão realizados se esta sólida formação moral estiver nos seus objectivos.







