28/01/26

Chuva ... Chuva... e um regresso nostálgico à infância


Regenlied - Brams

Que alterações climáticas? Vai chover menos, vai aquecer mais. De certeza? A Clintel que interessa?  Enquanto os espertos vão recolhendo os subsídios e a taxa de carbono e se preparam para o anunciado fracasso de futuras COP, o frio, a chuva vieram este ano como há alguns anos já não soía. 

Esta noite, entre as 5 e as 6 horas locais, a força da natureza (a depressão Kristin) manifestou-se aqui furiosa e um pouco por todo o país, como se quisesse dizer quem manda e o que acontece àquilo que lhe faz frente quando não se cumprem as suas regras.

Como em 2018, ou em 2025, a chuva não sai da nossa vida. Até ficarmos atolados e cansados... 

A parte boa é que, desde sempre, inspira poetas e compositores. 


Regenlied (Canção da chuva)


Flui, chuva, flui, 
Desperta meus sonhos de novo, 
Aqueles que sonhei na infância, 
Quando a água espumava na areia! 

Quando o calor abafado do verão 
Casualmente se misturava com o frescor, 
E as folhas nuas descongelavam 
E as sementes adquiriam um azul mais escuro, 

Que felicidade, na água corrente, 
Ficar descalço! Roçar a grama 
E segurar a espuma com as mãos, 
Ou apanhar gotas frias com as bochechas quentes, 

E abrir meu coração infantil aos aromas recém-despertados! 
Como os cálices que caíram, 
Minha alma se abriu, respirando, 
Como as flores, embriagadas de fragrância, 

Mergulhadas no orvalho do céu. 
Cada gota esfriava com um tremor 
Bem fundo no pulsar do coração, 
E a sagrada trama da criação 
Impulsionada para a vida oculta. 

Flua, chuva, flua, 
Desperta minhas antigas canções, 
Que cantávamos na porta, 
Quando as gotas lá fora soavam! 

Anseio por ouvi-las novamente, 
Seu doce e húmido murmúrio, 
Suavemente humedece minha alma 
Com o temor piedoso da infância.


Klaus Groth (1819 - 1899)



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