02/04/25
Histórico e ressentimento
17/10/24
"Não é não!" ou da assertividade
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(1) "Afinal, Portugal raramente foi mais do que «isto»" . Maria João Avillez considera que não há um português que suporte um minuto mais “disto”.
(2) Desenvolver a atitude assertiva e ser mais feliz nas relações interpessoais
(3) Podemos avaliar se somos mais agressivos ou assertivos, como no Teste de assertividade de Rathus.
09/03/24
"Dia de reflexão"

Manta Rota. Daqui
15/11/23
Lideranças
Não me admira, e creio que não surpreende ninguém, que tenhamos chegado aqui. Os fundamentos não eram fiáveis. Este ciclo de poder foi constituído com base no poder pelo poder. A "geringonça" foi constituída por forças tão diferentes politicamente em que interessou apenas o poder. Porém, há princípios que se devem sobrepor na política, como a liberdade, a democracia, a democracia parlamentar, os direitos humanos, o relevo do social e do indivíduo.
Não ter isto em conta não é derrubar um muro, como foi dito pelo primeiro ministro demissionário, mas um limite, que ultrapassado, nos leva para a incoerência ideológica e para uma prática de interesses.
Por isso, esperava-se o fim deste ciclo mais cedo ou mais tarde, mas não que este desmoronamento político e moral dos líderes pudesse ter lugar numa sociedade livre e democrática.
As pessoas que formam um governo deviam passar por uma selecção mais profunda.
A tónica posta no indivíduo é fundamental porque mesmo que haja instituições democráticas, elas não fazem automaticamente um líder capaz. Como a inversa também pode acontecer.
O perfil de alguns políticos já fazia adivinhar esta instabilidade. Veja-se a insegurança com que as pessoas vivem pelo facto de não terem possibilidades de arrendar uma casa ou de pagar a prestação da respectiva habitação, veja-se insegurança na saúde com um SNS desorganizado, veja-se a escola que não há maneira de os alunos terem todas as aulas e os pais terem descanso...
Em qualquer outra chefia, exige-se um conjunto de características que na minha perspectiva deviam ser exigidas aos governantes mas na realidade parece que são dispensadas.
Há pelo menos sete aptidões psicológicas (
- energia física ou vitalidade, motivação de produtividade, energia psíquica ou poder de concentração,
- inteligência e inteligencia emocional,
- capacidade de apreciação,
- capacidade de decisão,
- integridade pessoal,
- apresentação,
- poder de adaptação.
É ainda importante a motivação ou tendência a chefiar...
"No mundo dos dirigentes verifica-se de vez em quando uma mescla de integridade e intrigas, honestidade e falta de escrúpulos, equilíbrio psíquico e ambição desmedida... Uma mera capacidade técnica, o estar na frente, o rótulo de superioridade colocado ante o nariz dos subordinadas: nada disto é chefia.”
Este é todo um programa que não se aprende nas juventudes partidárias mas com trabalho e esforço na escola, onde se deve aprender política e psicologia política (Devoto, idem, p. 411), no emprego, no meio do povo.
Até para a semana
28/07/23
Os sonhos dos jovens

Acontece por estes dias a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), não só em Lisboa mas por todo o país mesmo nas aldeias mais recônditas.
Conforme refere a Organização da Jornada, a “Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada em construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja.”
Há 37 anos (1986) realizou-se a primeira JMJ. Os adultos de hoje foram os jovens dessa Jornada. Entretanto, aconteceram grandes mudanças principalmente a nível da comunicação. Para o pior e para o melhor. Será que motivação idêntica caracteriza os jovens dessa altura e os de hoje? O que é ser jovem em 2023? O que mudou e se mantem nos sonhos dos jovens?
Como nesse tempo, os jovens estão perante opções de vida fundamentais, hoje ainda mais difíceis de tomar do que antes. As armadilhas em que tropeçam são muitas e oscilam entre as falinhas mansas de que a felicidade está ao virar da esquina e as profecias climáticas, culpando tudo e todos e negando-lhes o futuro, entre o facilitismo na educação em que deixa de haver exame a matemática num curso de ciências e a ideologia de género dizendo-lhes que eles podem ser aquilo que quiserem, e a incultura woke que lhes proíbe as suas raízes culturais e pratica o cancelamento, a higienização, a censura, a proibição de livros e o proselitismo.
Não sabemos muito bem o que é a juventude e o que são os jovens. A “juventude” é segundo a ONU uma categoria fluida e mutável. Ser jovem pode variar muito em todo o mundo. O critério etário não é preciso, se "jovens" são pessoas entre 15 e 24 anos, por outro lado também define criança até aos 18 anos. Por vezes considera-se a juventude até aos 29/30 anos...
Segundo a ONU os jovens manifestam a imaginação, a criatividade e a energia que são vitais para o desenvolvimento contínuo das sociedades.
Seja como for, aquilo que continua a ser importante, antes e agora, é que os jovens sejam capazes de atingir estádios de desenvolvimento cognitivo e moral (estádio das operações formais e estádio pós-convencional) que lhes permitam ter capacidade para determinar o certo e o errado, com base em parâmetros sociais democraticamente pré-estabelecidos, compreender que as leis são como contratos sociais e não imposições rígidas e imutáveis feitas seja por quem for, políticos, influencers, gurus, wokistas, e ainda ter a capacidade de resistir à arregimentação e às investidas do proselitismo.
Se a JMJ contribuir para o desenvolvimento da autonomia dos jovens de forma a permitir que emocional e racionalmente se tornem pessoas dirigidas por princípios éticos universais, a JMJ terá valido a pena. Os sonhos dos jovens serão realizados se esta sólida formação moral estiver nos seus objectivos.
21/06/23
Avaliar alunos e avaliar escolas
25/05/23
Os novos poderes
Interrogo-me sobre o espectáculo “deplorável” a que assistimos por estes dias na ordem nacional e internacional.
Abalados por estes acontecimentos procuramos compreender o que se está a passar e o que fazer perante situações, que quer queiramos ou não, têm implicação na nossa vida, mesmo não vendo televisão, não ligando ao que se passa nas redes sociais ou ignorando os vizinhos do lado...
Na realidade, os novos poderes instalaram-se nas sociedades e são responsáveis pela criação deste ambiente transmitindo-nos sentimentos de desconfiança, de insegurança e de que algo está errado neste caminho que termina nas comissões parlamentares de inquérito ou no poder judicial.
Alvin Toffler, em Os novos poderes, em 1991 (original 1990) já enunciava a Era de Transformação Radical do Poder, no início do séc. XXI: “Apesar do mau odor inerente à própria ideia de poder, consequência dos maus usos que lhe têm sido dados, o poder em si não é nem bom nem mau. É um aspeto inevitável de todas as relações humanas e influencia tudo, das nossas relações sexuais aos empregos que temos, aos carros que conduzimos, à televisão que vemos, às esperanças que acalentamos. Num grau maior do que muitos imaginamos nós somos produtos do poder.” (pág. 15)
Esta mudança resultante, também, da fragmentação do poder, traduz-se na luta travada entre as várias “capelinhas”, os "cubículos" (Toffler), os gabinetes do poder, que às vezes estão onde menos se espera.
Estão, por exemplo, no Ministério das infraestruturas, onde, a nível macro e micro, se trava uma luta fundamental entre várias facções do poder político e burocrático.
Não deixa de ser curioso que o documento mais importante sobre a reestruturação da TAP se encontra no computador portátil de um assessor.
O poder encontra-se exactamente neste cubículo onde, desde o ministro aos funcionários se entra e se sai quando isso interessa ao jogo estratégico de “quem é que manda nisto?”.
Por outro lado, no sistema de comunicação, o controle da informação e comunicação, através da manipulação da mensagem que vai da mentira, à falta de memória e à “reconstrução da verdade”, é um instrumento fundamental na manipulação dos espíritos e na detenção do poder (1), contra as várias comissões de inquérito ou os vários processos judiciais que todos os dias são instaurados procurando repor racionalidade nesse sistema mas que enredados no mesmo modelo, acabam, por vezes, de deixar de exercer a sua função principal que é fazer justiça.
O poder reparte-se por uma infinidade de "cubículos", como os lobbies, grupos de pressão política e social, económica e ideológica que tentam minar a estrutura do poder: As redes sociais que exercem censura e bloqueiam a participação, os grupos nacionalistas, os grupos verdes, animalistas, ou os ecologistas da vandalização, as agendas da ideologia de género ...
Esta é a realidade dos novos poderes aos quais não nos devemos habituar mas de que é necessário compreender a dinâmica intrusiva na nossa vida e, sendo excessiva, combatê-la.
Até para a semana.
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(1) Por vezes ainda sou surpreendido com algumas análises: A mentira na política.
01/09/22
Tempo de diálogo e esperança
19/05/22
Populismo
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* Isso é para as elites. Na definição de populismo encontramos esta dicotomia. "Populismo é um conjunto de práticas políticas que se justificam num apelo ao "povo", geralmente contrapondo este grupo a uma "elite". Não existe uma única definição do termo, que surgiu no século XIX e tem obtido diferentes significados desde então". ( Wikipédia )
04/05/22
"Porquê a guerra ?"
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21/04/22
A questão da liderança
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10/03/22
“Todos os ditadores são lineares”
Por que surgem sempre novos ditadores ? Por que a educação não leva a evitar os erros do passado e a criar seres humanos que sejam melhores para o seu semelhante ?
A psicologia e psicopatologia do pensamento ajudam-nos a compreender o funcionamento mental destas pessoas.
Para Augusto Cury, existem três tipos de pensamento: um inconsciente, o pensamento essencial, e dois conscientes, os pensamentos dialéctico e antidialéctico.
O pensamento essencial está na base da formação do pensamento antidialéctico e, posteriormente, do dialéctico. É o primeiro resultado da leitura da memória e é fundamental na construção dos pensamentos conscientes: interpretações, compreensão, definição, conceituação. (p. 138)
A criança começa por ser perguntadora, no jardim de infância, e a pouco e pouco durante a educação escolar vai fazendo menos perguntas. No secundário isso verifica-se ainda menos e quando chega à universidade deixa de haver perguntas. (p. 140)
O processo de socialização - educação na família e na e na escola - faz o seu trabalho. “Muitos pais corrigem os seus filhos sem refletirem sobre o instrumento de correção que usam...”.
“Tais pais desconhecem que sob o enfoque da gestão da emoção deviam usar também o pensamento antidialético para pensar antes de reagir e olhar os seus filhos com generosidade. Pais que são excessivamente lógicos, cartesianos, enfim, dialéticos são também intolerantes e, ao corrigir os efeitos, em vez de deterem as causas de determinados comportamentos, bloqueiam a formação de mentes livres, resilientes e maduras.” (p. 132)
Ou seja, o pensamento dialético é muito importante mas “precisa do pensamento antidialético para ter profundidade; caso contrário torna-se superficial, parcial, frio.”
Por sua vez, o pensamento antidialético também precisa do pensamento dialético para ser fonte de criatividade produtiva e útil; caso contrário leva ao desenvolvimento de uma imaginação autodestrutiva.” (p.137)
“Todos os ditadores experimentaram limitações cognitivas importantes após ascender ao poder. Construíram um raciocínio simplista, parcial, tendencioso, egocêntrico. Tiveram uma racionalidade abaixo da média, mas uma voracidade pelo poder muitíssimo acima da média. Foram hábeis no uso de armas mas não na gestão da emoção. Foram mais hábeis ainda a construir fantasmas emocionais no inconsciente coletivo com discursos paranóicos. Normalmente são o assombro e a passividade do povo que alimentam os ditadores, principalmente no início do processo ditatorial quando estes são mais frágeis.” (p. 141)
Estaline, “serviu o seu próprio ego e ideias, porém não o seu povo. Como qualquer ditador com limitações cognitivas, era paranoico, sentia-se perseguido pelos monstros que ele mesmo criava no teatro da sua mente. A necessidade neurótica de poder encarcerou o desenvolvimento saudável do pensamento antidialético. Estaline não conseguia pôr-se no lugar dos outros e pensar antes de reagir, reagia como animal irracional." (p. 141-142)
"Hitler era um analfabeto emocional, desconhecia a linguagem da compaixão, da generosidade, do altruísmo, da serenidade." (p. 143)
Diz-nos Cury: “Sem o pensamento antidialético não há gestão da emoção; sem gestão de emoção a nossa espécie ainda chorará lágrimas incontidas.” (p. 143)
Nem mais. Acontece neste momento, por todo o mundo, devido à guerra na Ucrânia.
Até para a semana, com muita paz.
24/02/22
10/02/22
Cultura de vitimização

Como podemos sair deste círculo vicioso e ultrapassar a cultura de vitimização? Veremos para a semana.
Até para a semana com muita saúde.
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* O que não deixa de ser curioso é que esta cultura vem principalmente donde não seria de esperar (ou talvez não), as universidades que como o nome indica são escolas de pensamento universal, e a comunicação social que devia ser livre e independente de forma a contribuir para a liberdade de pensamento e de expressão.
** Sobre o assunto pode ler-se/ver-se com proveito: O segredo de uma família feliz: o triângulo de Karpman; Ana Delgado, "Salvador, víctima y perseguidor: el triángulo dramático de las empresas, Emprendedores, 15/01/2018; Luiz Felipe Pondé - Dor e Mudança: A Cultura da Vitimização.







