16/03/25
Camilo - 200 anos do nascimento
30/01/25
Pais heróis
Nos tempos actuais decidir ter filhos (1) é também escolher um percurso de vida difícil. Mas o que é interessante nessa escolha é que mesmo sabendo que esse caminho tem momentos difíceis, há gente que arrisca ser pai e ser mãe.
Estes pais sabem como vão ser os seus dias, todos os dias. Mesmo sem livro de instruções, muitos pais sabem que o desenvolvimento passa por fases mais calmas ou mais agitadas mas sempre complexas.
Não há dias de trabalho e dias de descanso, que os filhos não querem saber se é uma coisa ou outra. Também não há fins de semana com escapadinhas românticas mas carregados de actividades desportivas e artísticas...
Todos os dias começam muito cedo e por isso é necessário acordar muito cedo e obrigam a impressionante azáfama de toda a família para cumprir todas as tarefas matinais.
As tarefas para hoje começaram ontem ou até na semana passada. Ontem à noite já foi preciso dar o banho, fazer os TPC, quando há, e há muitas vezes, preparar a mochila com os materiais necessários .
De manhã, fazer a higiene, pequeno almoço, preparar o lanche, verificar a pasta, vestir ,"correr" para apanhar o autocarro, ou esperar pela carrinha do colégio, esperar... sempre esperar...
Um beijo e um adeus e de imediato começam as preocupações: será que vai tudo correr bem na escola ?
À tarde, depois do trabalho, o dia ainda está para durar. Explicações, actividades: futebol, natação, música, ...
Quando chegam ao fim do dia, o corpo já só pede um pouco de descanso mas sabem que o não vão ter, pelo contrário, pode começar aí a parte mais difícil do dia: a noite...
Depois de nascer um filho, nada fica igual. O planeamento da vida e da vida profissional é feito em função dos filhos, da escola e ou do colégio que frequentam, os horários são feitos a partir do horário escolar, as férias são marcadas em função das férias escolares, tudo tem que se fazer em função do calendário e horário escolar.
Com um filho, já é difícil, Com mais filhos mais difícil se torna. A dificuldade é sempre crescente porque vão ter turmas diferentes e por vezes escolas diferentes.
Pede-se aos pais toda a disponibilidade, todo o tempo, compreensão, calma e bom senso...
O actual ME tem vindo a manifestar preocupação em harmonizar a vida das famílias com a vida escolar. Nesse sentido foi definido um calendário escolar plurianual até 2027-28. (2)
Também permite que os estabelecimentos de ensino funcionem por semestres (3) em vez dos tradicionais períodos ou trimestres. E já há escolas a funcionar neste regime.
É de saudar qualquer medida para tentar melhorar a vida das famílias.
No entanto, quando os pais têm filhos nos dois regimes, por trimestres e por semestres, pode resultar uma dificuldade acrescida na gestão da vida familiar...
Em meu entender, no caso do calendário escolar, a generalização e uniformização do funcionamento por semestres, tornava mais fácil a vida dos pais.
Até para a semana.
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(1) A Fundação F. Manuel dos Santos que tem vindo a analisar a natalidade em Portugal refere alguns dados preocupantes:
- “Em seis décadas, o número de nascimentos em Portugal caiu para menos de metade.
- No início dos anos de sessenta, havia mais de 200 mil nascimentos por ano no país. Atualmente, esse número é inferior a 86 mil...
- Em 1982, o número médio de filhos por mulher caiu abaixo de 2,1, considerado o limite da substituição de gerações. Na década seguinte, em 1994, esse indicador ficou, pela primeira vez, abaixo de 1,5 filhos por mulher, valor que é considerado crítico para a sustentabilidade de qualquer população, inviabilizando uma recuperação das gerações no futuro se tal nível se mantiver durante um longo período.
- mães e pais têm filhos cada vez mais tarde. as mulheres têm, em média, o primeiro filho aos 31 anos”
As motivações para não ter filhos devem-se a:
- Os custos financeiros associados às crianças são a causa mais importante, apontada por cerca de 67% das pessoas.
- a dificuldade em conseguir um emprego. Esta causa é mais relevante para os homens (59%) do que para as mulheres (48%).
- não querer ter a responsabilidade de ter filhos e o facto de sobrar menos tempo para outras coisas importantes na vida.
(2) Despacho 8368/2024, de 6 de Julho, do MECI Fernando
(3) Uma medida que, há várias décadas, já era proposta pelo Prof. Manuel Viegas de Abreu.
21/06/23
Avaliar alunos e avaliar escolas
17/06/19
"Sociedade de preservação de Green Village"
Entretanto, o interior, o ar puro, a vida tranquila das aldeias, tem cada vez mais adeptos de pacotilha. Não pára de crescer a desertificação humana.
18/04/19
As avós
08/06/16
20/04/16
"O meu melhor amigo é um cão" ?
Grouxo Marx em “Memórias de um pinga-amor” também escreve "o meu melhor amigo é um cão". E escreve isto por causa das más línguas que inventam histórias sobre ele. “E agora inventaram que não gosto de cães. Pois quê, se tenho um amigo no mundo, é a minha cadela "Grand Danois” Zsa-Zsa. Há anos que somos absolutamente inseparáveis. Nos oito anos que temos estado juntos, Zsa-Zsa e eu nunca brigámos. É certo que de quando em vez ela me morde mas quando isso acontece eu mordo-a logo a seguir. Hei-de ensinar-lhe quem manda.Que saudades do tempo em que a moral andava pelos "amigos, amigos, negócios à parte!"
18/05/15
Rivalidades: Bandas e bandos...
Os filarmónicos da Gualdim Pais encimavam os seus bonés por uma pluma enristada; ao passo que os barretes dos da Nabantina se distinguiam por um estranho orifício praticado logo acima da pala. Daí advinha o chamarem à Gualdim Pais a «Música do pau teso» e à Nabantina a «Música do cu aberto». Está-se a ver que com tão frescas e irreverentes alcunhas aquilo devia ser mesmo um sarilho... E era. Sempre que as duas bandas se enfrentavam, tínhamos a música desafinada. Festa ou romaria abrilhantada por ambas elas desandava ordinàriamente em heróica e homérica refrega, da qual saíam os trombones amachucados, as flautas rachadas, os bombos estoirados, à força de serem utilizados como armas agressivas ou pararem os golpes do adversário. E é bem de ver que nem só os pobres dos instrumentos pagavam as custas da rivalidade entre as duas bandas, transforrnadas em dois autênticos bandos, com os seus competentes partidários, que, em geral, são os mais assanhados nestas contendas clubistas. Aquilo era mesmo como as actuais e por vezes sangrentas lutas entre «benfiquistas» e «sportinguistas»..."


