20/07/23
A contribuição audiovisual (CAV) e as galinhas
19/05/22
Populismo
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* Isso é para as elites. Na definição de populismo encontramos esta dicotomia. "Populismo é um conjunto de práticas políticas que se justificam num apelo ao "povo", geralmente contrapondo este grupo a uma "elite". Não existe uma única definição do termo, que surgiu no século XIX e tem obtido diferentes significados desde então". ( Wikipédia )
21/04/22
A questão da liderança
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28/01/22
Freud também explica isso
05/05/21
Manifestações violentas
As manifestações do 1º de Maio em Bruxelas, Paris e um pouco por todo o lado, apesar do controle dos respectivos aparelhos político-sindicais dos partidos, acabam quase sempre na maior das confusões entre várias facções e destas com as forças da ordem ...
Estas manifestações, em regimes democráticos, deviam ter um clima reivindicativo um clima de alegria, paz, confraternização entre todos os trabalhadores ... ao contrário são marcadas pela violência entre manifestantes, contra a propriedade privada mas também a pública, violência contra a polícia ...
Movimentos e grupos sociais velhos ou novos, radicais, mas com ideias feitas, dos velhos anarquistas aos novos grupos de “acção directa”, facciosos das novas formas de violência climática, populistas, patrulheiros da linguagem e dos costumes, dos hábitos alimentares, envolvem-se nesta intervenção violenta.
Claro que há no meio desta gente pessoas bem intencionadas que se vêem envolvidas nesta gelatina de ideias feitas, indisciplinada, sem regras, onde vale tudo, que se sente abrangida pela impunidade já que o poder, mesmo democrático, tem receio de enfrentar estas ideias “taxativas”, como se dizia em Maio de 68: “é proibido proibir”.
José Ortega e Gasset, em 1930, há mais de 90 anos, fez a compreensão deste fenómeno e deu a resposta à questão. Escreve:
.”.. creio que as inovações políticas dos mais recentes anos não significam outra coisa senão o império político das massas. A velha democracia vivia temperada por uma dose abundante de liberalismo e de entusiasmo pela lei.
... Democracia e Lei, convivência legal, eram sinónimos. Hoje assistimos ao triunfo de uma hiperdemocracia em que a massa actua diretamente sem lei, por meio de pressões materiais, impondo suas aspirações e seus gostos. “
O cap. VIII da Rebelião das massas * tem justamente o título: "Por que as massas intervêm em tudo, e por que só intervêm violentamente".
É assim porque o “homem médio” tem "ideias" taxativas sobre quanto acontece e deve acontecer no universo. Por isso perdeu o uso da audição. Só se ouve a si próprio e é cego e surdo para a opinião dos outros.
Estas “ideias" taxativas não significam exactamente cultura. Refere Gasset: “O que digo é que não há cultura onde não há normas a que se possa recorrer. Não há cultura onde não há princípios de legalidade civil a que apelar. “...
“Quando faltam todas essas coisas, não há cultura; há, no sentido mais estrito da palavra, barbárie. E isto é, não tenhamos ilusões, o que começa a haver na Europa sob a progressiva rebelião das massas." (p.136-137)
Donde vem tudo isto?
Gasset refere: “aqueles grupos sindicalistas e realistas franceses por volta de 1900, inventores da maneira e da palavra "ação directa". (p. 139)
Estes grupos de "acção directa", de facto, estão em tudo, são violentes e não se pode questionar as “ideias” do homem-massa seja sobre o que for: o clima, a história, o racismo, o colonialismo, a escravatura, as políticas, os comportamentos...
Até para a semana.
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12/03/21
Da utopia à distopia
23/11/20
Popular ou populista
Procuremos então compreender um pouco melhor o que se entende por populismo.Como já vimos na semana passada, geralmente, populismo é uma palavra aplicada à chamada direita política. Mas como também dissemos, o populismo não é de direita nem de esquerda ou se quisermos é tanto de direita como de esquerda.
Esta atribuição é uma generalização fácil. Para Takis Pappas, trata-se de uma percepção simplista do populismo como uma política de “nós-contra-eles” que mistura populismo com política não democrática, especialmente de extrema direita. Ora tanto o comunismo, como outros regimes autoritários, baseia-se igualmente na divisão de "nós-contra-eles", a luta permanente de trabalhadores contra capitalistas. Podemos distinguir “democracia liberal”e "democracia populista".A democracia liberal tem como caracteristicas principais: a diferenciação entre vários grupos sociais, interesses como garantidos, moderação e consenso, respeito pelo Estado de Direito e protecção das minorias. A “democracia populista” tem exactamente as características opostas: vê a sociedade dividida em apenas duas categorias sociais, governantes e governados e polarização social e adversidade política, ao mesmo tempo, também não respeita o Estado de Direito.Podia ser vista apenas como o oposto da democracia liberal, portanto, como iliberalismo democrático. *
2. Na minha perspectiva trata-se apenas de uma democracia formal como acontece em muitas democracias actuais.**
3. O populista divide a sociedade em povo e anti-povo. *** Ele diz que pertence ao povo, fala em nome do povo e, obviamente, o populista faz sempre tudo pelo bem do povo. Veja-se o que se passa com os diversos populistas da América latina...
4. Também o Papa Francisco, em Fratelli Tutti, critica o populismo que distingue dos líderes populares.(159) "Existem líderes populares, capazes de interpretar o sentir dum povo, a sua dinâmica cultural e as grandes tendências duma sociedade. O serviço que prestam, congregando e guiando, pode ser a base para um projeto duradouro de transformação e crescimento, que implica também a capacidade de ceder o lugar a outros na busca do bem comum. Mas degenera num populismo insano, quando se transforma na habilidade de alguém atrair consensos a fim de instrumentalizar politicamente a cultura do povo, sob qualquer sinal ideológico, ao serviço do seu projeto pessoal e da sua permanência no poder. Outras vezes, procura aumentar a popularidade fomentando as inclinações mais baixas e egoístas dalguns setores da população. E o caso agrava-se quando se pretende, com formas rudes ou subtis, o servilismo das instituições e da legalidade. (160) Os grupos populistas fechados deformam a palavra «povo», porque aquilo de que falam não é um verdadeiro povo. De facto, a categoria «povo» é aberta. Um povo vivo, dinâmico e com futuro é aquele que permanece constantemente aberto a novas sínteses assumindo em si o que é diverso. E fá-lo, não se negando a si mesmo, mas com a disposição de se deixar mover, interpelar, crescer, enriquecer por outros; e, assim, pode evoluir."
Podemos, assim, perceber melhor o que distingue um líder popular de um populista ?
Até para a semana.
________________________* Takis Pappas, (2018), "Explaining Populism to My Son’s Class. "It's not right-wing. It’s not left-wing. So what is it exactly?""Basta uma rápida análise à política do mundo real, continuei, para ver que combinar “extrema direita” e “populismo” é estar mal informadao. Em primeiro lugar, nem todos os partidos populistas estão na extrema direita. O populismo de esquerda é abundante e, de facto, alguns dos partidos populistas de esquerda são do tipo de extrema esquerda, como mostram os casos de Chávez e seu sucessor Maduro na Venezuela, ou o partido governante Syriza na minha Grécia natal. Em segundo lugar, nem todas as políticas de extrema direita são populistas. Algumas são simplesmente anti-UE e nativistas, outras são puramente nacionalistas (por ex. o actual governo polaco) e outras totalmente fascistas, como o partido Aurora Dourada na Grécia."
** No sentido em que até podem cumprir as regras formais de separação de poderes, sufrágio livre, igual, universal, directo e secreto mas, na sua prática, não respeita ou falha na participação dos cidadãos.
"A vontade popular não se exprime apenas no voto. Formas diversas, expressas pelas organizações locais, socio-profissionais ou culturais dizem, à sua maneira, as exigências da soberania que reside no povo, que reside em todos nós, em todos os cidadãos." M. Lourdes Pintasilgo, Dimensões da mudança, p.81
16/11/20
Populismo - Memória e verdade
** Carlos Moedas: "... o populismo de esquerda e de direita são igualmente maus", como no caso da Grécia de Tsipras/Varoufakis, ou, como na América Latina (Gloria Álvarez, por ex., aqui).
30/01/20
"O capitão fantástico"
Salva-se a música dos Guns N' Roses - Sweet Child O' Mine
Ela tem um sorriso que parece
Lembrar-me de memórias de infância
Onde tudo era fresco
como o brilhante céu azul
De vez em quando eu vejo seu rosto
Ela me leva para aquele lugar especial
E se eu olhasse por muito tempo
Provavelmente perderia o controle e choraria
Oh, oh! Minha doce criança
Oh, oh, oh, oh! Meu doce amor
Ela tem olhos dos céus mais azuis
Como se eles pensassem na chuva
Odeio olhar para dentro daqueles olhos
E ver um pingo de dor
O seu cabelo lembra-me um lugar quente e seguro
Onde como uma criança eu me esconderia
E rezaria para que o trovão e a chuva
Passassem quietos por mim
Para onde vamos?
Para onde vamos agora?
Para onde vamos?
24/10/16
O pior perigo
Estas desenfreadas e esfarrapadas justificações das medidas políticas que vão desde "perder a vergonha" para sacar a quem "acumula", à justificação de que "quem não deve não teme" para espiolhar a vida dos outros que significa, em resumo, que tudo é justificável e que os fins justificam os meios, colide com a tentativa de libertação de uma doutrinação que vem das universidades, desde 1974, e que ainda mantém o mesmo discurso que tantas vezes ouvi na cantina velha aos representantes da dita esquerda que era quem estava "autorizada" a discursar.
"Este é o maior perigo que hoje ameaça a civilização: a estatização da vida, o intervencionismo do Estado, a absorção de toda espontaneidade social pelo Estado; quer dizer, a anulação da espontaneidade histórica, que em definitivo sustenta, nutre e impele os destinos humanos. Quando a massa sente uma desventura, ou simplesmente algum forte apetite, é uma grande tentação para ela essa permanente e segura possibilidade de conseguir tudo — sem esforço, luta, dúvida nem risco — apenas ao premir a mola e fazer funcionar a portentosa máquina. A massa diz a si mesma: "o Estado sou eu", o que é um perfeito erro."
Nada de novo, portanto desde 1937. Há um e-book aqui.
J. Rentes de Carvalho traz-nos uma página de Eça de Queiroz que vai no mesmo sentido.
09/06/16
O populismo explicado aos donos das "vacas que voam"
08/04/11
Liberalismo
"Livre-se da avaliação de desempenho"
06/04/11
Avaliação de desempenho
Acham credível uma avaliação de desempenho com uma burocracia altamente rígida e interminável ?

Mas então para que servirá uma carreira assim, se nenhum trabalhador vai por meios normais chegar ao topo dessa carreira ?
• Não contribui para a melhoria dos resultados fomentando antes a degradação do ambiente de trabalho;• Constitui um ataque aos trabalhadores, vinculando-os à avaliação do desempenho, mas não aos dirigentes e membros do Governo, que podem incumprir sem que lhes aconteça o que quer que seja;• Sujeita os trabalhadores a um sistema de quotas irracional e sem qualquer responsabilização do Governo que, até hoje, não publicitou qualquer levantamento com resultados susceptíveis de serem questionados;• É a total opacidade de um sistema absolutamente iníquo e que tem efeitos demolidores nas carreiras dos trabalhadores.
02/04/11
Saber perder, luto e política
19/05/10
A regra mais cretina
A regra “saem dois entra um” na função pública que nos habituámos a ouvir e à qual já não reagimos ou que até alguns defendem, é uma das regras mais cretinas que alguma vez podia ter existido.












