11/07/22
Wokismo na educação
10/07/22
Porque hoje é Domingo - a meditação
Naquele tempo, um mestre da Lei levantou-se e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
Jesus disse-lhe: “O que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”Jesus disse-lhe: “Tu respondeste correctamente. Faze isso e viverás”.Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu na mão de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.
01/07/22
"O mapa não é o território"
A frase, de Alfred Korzybski, explica como apesar de termos semelhanças estruturais como seres humanos, cada pessoa tem o seu próprio mapa sobre o funcionamento do mundo. De facto, o mapa não é o território. Existem territórios, verdade físicas, do mesmo modo que existem crenças e convencimentos pessoais.
23/06/22
Ansiedade
Todos sabemos o que é. A ansiedade passou a ser uma palavra do nosso quotidiano e de alguma forma já a vivenciámos, já todos passámos por algum tipo de perturbação neurótica.
“Os psiquiatras consideram a ansiedade a primeira causa de todas as perturbações mentais e mostram-se convencidos de que, se se pudesse eliminar o excesso de ansiedade que existe no mundo, veríamos desaparecer grande parte das doenças mentais e, com elas, grande parte dos sofrimentos que afligem a humanidade.” (F. Canova, A Ansiedade, p. 19).
A prevalência anual de perturbações de ansiedade, em Portugal, situa-se em 16,5% (nos Estados Unidos este valor é de 19%), enquanto as perturbações de humor são 9%, as perturbações do controlo de impulsos 3,5% e perturbações por uso de álcool 1,6%. (J. M. Caldas de Almeida, A saúde mental dos portugueses, p. 49)
A ansiedade afecta o nosso bem-estar e acompanha-nos nos momentos positivos ou negativos da nossa vida.
A ansiedade tem algumas vantagens (dons). Sabemos que "o rendimento de um indivíduo tanto na actividade física como na actividade mental baixa notoriamente quando falta o impulso da ansiedade”. A ansiedade alimenta o arrojo e a coragem para inovar e tentar novas acções, impulsiona a sociabilidade, o sentido de antevidência dos perigos ... (Canova, p. 15)
Porém, ela é mais conhecida pelos seus malefícios, pelo sofrimento que causa ao indivíduo dificultando a sua adaptação à sociedade.
É, por isso, importante conhecer os sintomas gerais da ansiedade.
“Os sintomas psicológicos de ansiedade incluem um sentimento de apreensão dirigido ao futuro, como se algo ameaçasse a pessoa, inquietação, irritabilidade e dificuldade de concentração, enquanto os sintomas físicos podem manifestar-se através da boca seca, tensão muscular, tremor, sudação, vertigens, insónia, sintomas cardiovasculares (taquicardia, palpitações, dor precordial, acessos de calor), sintomas digestivos (cólicas abdominais, aerofagia, náuseas, vómitos), sintomas respiratórios (opressão torácica, dificuldade em respirar).” (Caldas de Almeida, p. 117)
As diferentes perturbações de ansiedade apresentam sintomas específicos: Na perturbação de ansiedade generalizada, os sintomas de ansiedade são persistentes. A perturbação de pânico, apresenta sintomas de ansiedade aguda. As crises de pânico podem começar de forma súbita causando sintomas físicos muito fortes. Nas perturbações fóbicas, os sintomas de ansiedade são intermitentes. As fobias sociais acontecem em circunstâncias de exposição social ou pública. Na perturbação obsessiva-compulsiva, surgem pensamentos persistentes e um desejo incontrolável de repetição de um determinado acto. A ansiedade está quase sempre presente. Na perturbação de stress pós-traumático, a ansiedade é intensa.
No entanto, todos os ansiosos vivem a sua ansiedade de modo muito pessoal e isto mostra a grande variedade das perturbações de ansiedade e dos sintomas que a caracterizam.
A ansiedade está presente desde o início do nosso desenvolvimento, quando somos deixados na creche ou jardim de infância e, ansiosamente, ficamos à espera que nos venham buscar; ou quando na nossa vida adulta somos atingidos pela doença, perda do emprego, dificuldades financeiras; ou quando os lutos e perdas de pessoas de referência e de perspectivas falhadas se atravessam no nosso percurso e nem sempre são fáceis de ultrapassar...
22/06/22
Horas mágicas
Amilcare Ponchielli, Dança das Horas; Walt Disney, Fantasia (1940)
12/06/22
Colmeal
09/06/22
Escuta activa
A propósito do dia mundial das comunicações sociais (1), o Papa Francisco veio chamar a atenção para a importância da escuta activa.
"A comunicação é uma actividade humana fundamental" (2), e a escuta activa um dos seus elementos. Dizemos que é activa porque não só compreendemos o que nos dizem, o conteúdo, mas também pela atenção que prestamos ao “como“ no-lo dizem, aos sentimentos e emoções do outro (3). Querer ser ouvido é um desejo do ser humano. Para concretizar esse desejo é primordial que haja alguém que possa escutar.
Há profissões e áreas de actuação onde saber escutar é imprescindível. Foi a minha prática durante muitos anos e mesmo dispondo de algumas técnicas de comunicação clínica, escutar requer atenção, empatia, respeito pelo outro, diálogo, discernimento, etc. e, apesar disso nem sempre ser fácil, escutar é condição para uma comunicação autêntica.
O desenvolvimento dos media veio reforçar a necessidade essencial da escuta activa nas interacções humanas.
Diz-nos Francisco: “Não se comunica se primeiro não se escutou, nem se faz bom jornalismo sem a capacidade de escutar. Para fornecer uma informação sólida, equilibrada e completa, é necessário ter escutado prolongadamente. Para narrar um acontecimento ou descrever uma realidade numa reportagem, é essencial ter sabido escutar, prontos mesmo a mudar de ideia, a modificar as próprias hipóteses iniciais.”
Ora um dos problemas dos dias de hoje é que “estamos a perder a capacidade de ouvir a pessoa que temos à nossa frente”:
- desde logo, a falta de escuta na vida quotidiana, nas relações familiares, nas relações sociais;
- pior ainda, “há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar". As redes sociais têm servido para amplificar esta contradição: a descomunicação;
- infelizmente, na vida pública, com frequência, em vez de escutar, «se fala pelos cotovelos». "Isto é sintoma de que se procura mais o consenso do que a verdade e o bem; presta-se mais atenção à audiência do que à escuta";
- os debates na comunicação social, na realidade não passam de monólogos; "estamos simplesmente à espera que o outro acabe de falar para impor o nosso ponto de vista". Exemplo humorístico destes monólogos, é a rábula "Nelo e Idália" de Herman José; são conversas paralelas onde não há escuta;
- durante a pandemia, a falta de capacidade para escutar quando se impunha haver transparência e dar confiança às pessoas que viviam ansiosamente esse sofrimento (4);
- a dificuldade em escutar as pessoas e ouvir as histórias das vítimas das “migrações forçadas”...;
- finalmente, não posso deixar de referir um exemplo trágico de descomunicação: a incapacidade para dialogar, estabelecer conversações, com vista ao cessar-fogo ou à paz na Ucrânia. É o exemplo do fracasso da comunicação e do diálogo numa situação que exige urgência porque todos os dias morrem pessoas. Nem ONU, nem religiões, nem diplomatas, nem presidentes ou primeiros-ministros, nem personalidades... ninguém pelos vistos quer escutar ninguém...
É que a escuta activa é muito exigente; como diz Francisco, é “escutar com o ouvido do coração”.
Até para a semana.
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1. Mensagem do Papa Francisco para o LVI Dia Mundial das Comunicações Sociais - Escutar com o ouvido do coração, 24 de janeiro de 2022. Este ano foi celebrado a 29 de Maio (Ascensão do Senhor).
2. Alex Mucchielli, Psychologie de la communication, p. 9.
3. Xavier Guix, Ni me explico, ni me entiendes - Los laberintos de la comunicación, p. 114-115.
4. Quando, para além da "informação oficial", alguém criticava ou apresentava outro ponto de vista era simplesmente atirado para o grupo dos "negacionistas".
05/06/22
"Procuro a liberdade e a paz !", "Я ищу свободы и покоя!"
Lermontov, 1841
02/06/22
Saúde mental na escola - o lugar da compaixão
O sofrimento, e o sofrimento psicológico, faz parte da vida, mas muito do sofrimento é evitável ou pode ser minimizado. Para isso devemos investir no bem-estar como o modo normal de viver em sociedade *.
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* Tento compreender os comportamentos e, para isso, volto a: Crescer vazio, Interiores, Preciso de ti (Pedro Strecht), A bondade e o perdão (Amaral Dias), Eu já posso imaginar que faço (Amaral Dias/J. Sousa Monteiro) e Emoções destrutivas e como dominá-las - Um diálogo científico com o Dalai Lama (Daniel Goleman).
01/06/22
Saúde mental na escola
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