A inauguração do monumento em memória dos antigos combatentes nascidos em S. Miguel de Acha foi uma cerimónia profundamente emocionante.
Para além da homenagem, o evento transformou-se numa oportunidade única para proclamar a paz. Como sublinhou o General Chito Rodrigues, Presidente da Liga dos Combatentes: “Depois de se ter estado na guerra, não há ninguém que mais a deteste”.
O monumento honra aqueles que, com o sacrifício da própria vida ou dos seus sonhos e expectativas, deixaram para trás tudo o que tinham de mais precioso para defender a Pátria.
Nesta terra, também houve homens que partiram e famílias que ficaram à espera, como disse num testemunho comovente, Cristina Geraldes, Presidente da Junta de Freguesia de S. Miguel de Acha: “O meu pai só me conheceu quando eu já tinha 18 meses”.
Este acto solene veio fazer justiça à memória dos que ainda estão vivos e daqueles que já partiram, tantas vezes esquecidos pelos poderes públicos.
Parabéns aos organizadores (Município de Idanha-a-Nova e Junta de Freguesia de São Miguel de Acha) por este momento tão nobre, que serve para reparar as feridas, físicas e psicológicas, provocadas por conflitos cujos estragos a humanidade continua a insistir em ignorar.
O monumento fica agora erguido, na paisagem e no tempo, para que a história e o esforço destes homens e das suas famílias nunca caiam no esquecimento.

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