
28/05/22
Dos meus livros de cabeceira

22/05/22
Dias de gospel
Put your hand in the hand of the man Who stilled the waterPõe tua mão na mão do homemque acalma a águaPut your hand in the hand of the man Who calmed the seaPõe tua mão na mão do homem que acalma o marTake a look at yourself and you can look at others differentlyOlha para ti e podes ver os outros de forma diferentePut your hand in the hand of the man from GalileePõe tua mão na mão do homem da Galileia.My momma taught me how to prayMinha mãe ensinou-me a rezarBefore I reached the age of sevenAntes de eu chegar aos sete anosWhen I'm down on my kneesQuando estou de joelhosThat's when I'm closest to heavenÉ quando estou mais perto do céuDaddy lived his life, two kids and a wifeO pai viveu sua vida, dois filhos e uma esposaWell you do what you must doBem, tu fazes o que deves fazerBut he showed me enough of what it takesMas ele mostrou-me o suficiente do que é precisoTo get me through, oh yeh!Para me fazer passar, oh yeh!
19/05/22
Populismo
__________________________
* Isso é para as elites. Na definição de populismo encontramos esta dicotomia. "Populismo é um conjunto de práticas políticas que se justificam num apelo ao "povo", geralmente contrapondo este grupo a uma "elite". Não existe uma única definição do termo, que surgiu no século XIX e tem obtido diferentes significados desde então". ( Wikipédia )
14/05/22
Tempo de esperança
Sambinha para Gorbatchov. Os Afonsinhos do Condado
1985-1991. Um tempo de mudança e de esperança para o mundo.
13/05/22
Revoluções, guerras e pessoas
A visão de Gorbatchov para a transformação da sociedade soviética trouxe grandes expectativas. Perestroika e glasnost (reestruturação e transparência) foram a forma que ele encontrou para mudar aquela sociedade. De alguma maneira, de forma civilizada, as pessoas que sofreram a ditadura comunista tinham a possibilidade de optar por uma vida de liberdade e democracia.
Como sempre acontece, a vida das pessoas é muito mais complexa do que Gorbatchov podia prever. Porquê tantas dificuldades? Diz-nos Svetlana Aleksievitch, O fim do homem soviético, prémio nobel da literatura de 2015: "O comunismo tinha um plano louco - transformar o Homem "antigo", o vetusto Adão. E isso foi conseguido... foi talvez a única coisa que se conseguiu. Em pouco mais de setenta anos, no laboratório do marxismo-leninismo criou-se um tipo humano especial - o Homo sovieticus."
A manipulação social a que toda a sociedade ficou sujeita durante várias décadas tinha dado resultados. Para mudar esta sociedade, ou outra, era necessário libertá-la do condicionamento. O que estava em causa não era apenas a mudança de uma economia socialista para o capitalismo, mas a mudança da cultura, da vida de família, das interacções entre as pessoas, da educação das crianças, em suma, mudar o próprio indivíduo condicionado a um regime de violência e de medo.
Fazer o luto de uma perda, a perda do modo de vida do homem soviético, era fazer o luto da perda de uma perspectiva de desenvolvimento pessoal, baseada em ideologias, fantasias e emoções, baseada nas pequenas coisas do dia a dia que mesmo que fossem poucas e de fraca qualidade eram dadas como adquiridas.
Era um modo de vida que morria e para o qual era necessário tempo suficiente para que houvesse mudança. Porém, a euforia do consumismo, o poder do dinheiro, económico e social, aliado ao poder político substituiu a nomenklatura pelos oligarcas que passaram a gestores das grandes empresas principalmente do sector energético...
A perestroika trouxe o desencanto. A adaptação à nova situação continua a fazer-se com muita dificuldade.
Para além das análises geoestratégicas que se possam fazer é interessante analisar o processo que se desenvolveu e a situação complexa vivida após a perestroika.
A perestroika foi a oportunidade perdida para fazer um caminho de democratização e liberdade com repercussão a nível das pessoas e dos seus comportamentos.
Algumas pessoas aproveitaram este tempo de liberdade para perceberem as vantagens dessa liberdade mas outras tiveram uma atitude vingativa, e outras a da divisão do que restava do império.
A confusão entre uma sociedade de bem-estar e sociedade consumista está bem patente nos testemunhos de pessoas concretas relatados em O fim do homem soviético - um tempo de desencanto.
A frustração da vida sob o regime soviético, a miséria, a falta de liberdade, as denúncias dos vizinhos e familiares, as condenações injustificadas, tudo o que contribuiu para esta frustração quando esperavam melhorar a vida não teve melhor resultado com a perestroika ...
E então surgiu o salvador... Porém, nenhuma das teorias geo-estratégicas, interessantes ou não, pode servir de justificação ou pretexto para invadir países e destruí-los. Mas foi o que aconteceu. Os cenários viraram realidade trágica a 24 de Fevereiro e o sofrimento das pessoas voltou.
Até para a semana.
09/05/22
04/05/22
"Porquê a guerra ?"
![]()
29/04/22
Tudo menos "cisne negro"
27/04/22
O direito à liberdade de viver sem medo
![]()
Norman Rockwell, Freedom from Fear (1943), Série Four Freedoms.
Todos conhecemos o episódio da “invasão pelos marcianos” de uma cidade dos Estados Unidos, difundido pela CBS, em 1938.(1) Foi ouvido por cerca de 6 milhões de pessoas das quais metade o sintonizou quando já havia começado, perdendo a informação de que se tratava da radionovela semanal.
O que se passou a seguir é espantoso: Mais de um mlhão de pessoas acreditou ser um facto real. Dessas, meio milhão teve certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando linhas telefónicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos causados por ouvintes apavorados tentando fugir do perigo.
Podemos dizer, que há vários passos para a manipulação das pessoas:
- Espera prolongada e tensa.
- Aumento progressivo da excitação.
- Arrastamento do indivíduo pela multidão.
- Perda de distanciamento crítico.
- Despersonalização na "embriaguez " das multidões.
Vejamos. Ao mesmo tempo que aumentava a tensão com as manobras militares mostradas nos media, crescia a incerteza da invasão e ocupação da Ucrânia. Mesmo após a invasão, em 24 de Fevereiro, ela foi negada, e continua a não se poder falar no país invasor de invasão.
Para haver manipulação não é necessário tratar-se de acontecimentos concretos mas de tudo quanto possa ser objecto de manipulações: sentimentos inflamados, situações sensacionais, necessidades fundamentais (A manipulação dos espíritos, pag. 40)
A tensão vai-se construindo pela repetição do que dizem estar em jogo – a segurança. Para isso, o maior país do mundo, necessita, imagine-se, dominar outros povos e alargar a sua influência, desde a Síria, Geórgia, Moldávia, Ucrânia...(2)
“Os sentimentos de angústia não são menos perigosos do que a agressividade. Quem esteja dominado pela angústia, só por acaso reagirá ajuizadamente. A sua reacção “normal” é a fuga.
A fuga inspirada pelo medo tem vários rostos e não se vê imediatamente o que atrás deles se esconde. É conhecida a fuga para o mutismo, a partida para férias, o refúgio na superstição, na mentira, na doença, no extremismo.” (Idem, pag. 40)
O medo faz parte e condiciona a nossa vida e é uma forma de manipulação psicológica...
É por isso que os manipuladores se dedicam à fabricação do medo. Dos “pequenos medos”. Lembram-se do açambarcamento de papel higiénico no início da pandemia ou das filas de automóveis nas estações de serviço sempre que há um aumento do preço do petróleo...
E dos grandes medos. Somos manipulados pela força bruta da guerra, a força dissimulada da propaganda, a força de destruição das novas armas, a força megalómana dos teóricos dos impérios... (3)
Somos manipulados pelas ameaças veladas ou expressas, como o medo do alastramento da guerra a outros países, o medo expresso ou insinuado da possibilidade da terceira guerra mundial, a ameaça da utilização de armas nucleares... são formas de manipular as pessoas para as condicionar na sua vida, na sua vontade, no seu pensamento e nas suas decisões...
Por isso, o direito à "Liberdade de viver sem medo", referido por Roosevelt, é fundamental para se viver.
Até para a semana.
____________________
(1) Tratava-se da adaptação d ‘A Guerra dos Mundos, um romance de ficção científica de Herbert George Wells, adaptado por Orson Welles.
(2) Não deixa de ser interessante que uma deputada do bloco de esquerda venha justificar:“O que está em causa para a Rússia é a segurança do seu espaço e da sua fronteira” (linhas vermelhas - programas) .
Este caminho pode tornar-se desastroso quando se entende a segurança do espaço como "espaço vital".
(3) E, nos últimos anos, o medo das consequências das alterações climáticas tem sido utilizado como pensamento único e como forma de manipular as pessoas pelo medo, sujeito a censura nas redes sociais. (“Apocalipse nunca: por que o alarmismo ambiental nos prejudica a todos”, Michael Shellenberger).
21/04/22
A questão da liderança
____________________





