28/11/24
Resiliência
21/11/24
Prevenir – mapas de risco e códigos de conduta
Se tivermos como analogia o semáforo podemos pensar que há comportamentos e atitudes que são proibidos (vermelho), outros são comportamentos a evitar, o amarelo, e outros que devem ser promovidos (verde).
Há muitos destes comportamentos e atitudes que sempre fizeram parte da nossa prática de pais e educadores, mas, provavelmente, haverá outros que nos fazem pensar nos riscos possíveis.
Quando falamos de bons tratos e resiliência pensamos em comportamentos e atitudes a promover como condição para que não só os riscos sejam reduzidos ao mínimo mas também dar instrumentos cognitivos, emocionais e sociais que permitam reagir adequadamente quando encontrarmos esses riscos no nosso caminho.
É necessário ter em conta não apenas a vulnerabilidade aos factores de risco mas também os bons tratos e a resiliência (verde). A vulnerabilidade compreende a predisposição ou susceptibilidade para que surja um resultado negativo durante o desenvolvimento. A resiliência é a predisposição individual para resistir às consequências negativas das situações de risco e a criança e jovem desenvolver-se, mesmo assim, adequadamente.
Os mapas de risco e os códigos de conduta contribuem para a criação de ambientes mais seguros e protetores.
Até para a semana.
14/11/24
A prevenção primária da violência sexual de crianças e pessoas vulneráveis
06/11/24
Idosos cuidadores de idosos
Colocar o pai ou a mãe num lar pode ser uma decisão extremamente difícil e complicada e gerar conflitos contra a sua vontade, quando rejeita essa opção, de forma ostensiva ou ficando em silêncio... Uma alternativa é, muitas vezes, ficar a cuidar deles na sua própria casa, mesmo que a nível temporário, mesmo que com apoio de outros familiares.
É necessário avaliar se o podemos fazer sozinhos, com apoio dos irmãos ou outros familiares, ou com necessidade de recorrer ao apoio domiciliário disponibilizado por instituições ...
Com pais muito idosos é natural que os filhos também já sejam idosos e, por isso, é necessário ter em conta que os idosos cuidadores de idosos são duplamente onerados devido às suas fragilidades e por terem de cuidar de outros ainda mais frágeis.
Até para a semana.
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03/11/24
"Q"
25/10/24
Onde florescem os limões
O auricular invisível
O auricular de que falou o Sr. Primeiro-ministro só tem relevo para a comunicação que pretendia fazer se entendermos que de facto há um auricular invisível que formatou e aculturou algumas pessoas da comunicação social, com carteira ou sem ela, jornalistas, comentadores ou comentadores-jornalistas e vice-versa.
1984 (George Orwell) parece estar a acontecer agora, com grande parte do mundo a viver em estado de guerra sem fim à vista. O Grande Irmão, fabricado pela Polícia do Pensamento é omnipresente e o Ministério da Verdade, faz a sua propaganda, perseguindo os cidadãos que se atrevem a defender o indivíduo e o pensamento independente.
Quando querem ser imparciais, jornalistas e cidadãos, precisam de capacidade crítica para poderem perceber quando se trata de manipulação do Ministério da Verdade. Para dificultar, há a 'novafala' que tem o seu próprio vocabulário. (1)
Por exemplo, o que é ser activista? Chama-se activista a alguém de esquerda que até pode ser violento, fazer manifestações violentas, fazer parar o trânsito, praticar vandalismo, estragando objectos culturais e destruindo bens públicos muitas vezes da própria comunidade de pertença. Já se for de direita é apelidado de extremista.
Os piores ditadores da história são legitimados como Líderes: O Líder Cubano, o Líder Sírio (2) ... Se forem de direita não passam de ditadores de extrema-direita.
Para alguns países os direitos humanos são uma miragem. Nesta matéria, um retrocesso assinalável está a acontecer em todo o mundo. Mas é neste mundo que o jornalismo se movimenta e por isso não é fácil ter liberdade de pensamento e de expressão. (3)
Não é o nosso caso. Como vivemos em democracia podemos questionar as medidas do governo (estas ou outras), podemos ter opiniões diferentes e discutir os assuntos que dizem respeito à vida das pessoas:
- Se os velhos socialistas colectivistas, os novos canceladores wokistas, ou os progressistas muito avançados querem impor a dita disciplina de cidadania que é posta em questão por muitos pais e encarregados de educação, anulando princípios constitucionais que definem que “os pais têm o direito e o dever de educação dos filhos” (Artº 27º), então é necessário afirmar aqueles princípios e procurar uma solução que não ponha em causa a responsabilidade da família, tornando a frequência daqueles conteúdos opcional, ou integrando-os na disciplina de História ou de Ciências ou, simplesmente, procurar-se uma plataforma de entendimento suficiente para que não haja objecções por parte dos pais.
- Também se pode buscar consenso para a questão da imigração. Ninguém concorda, certamente, com políticas de portas escancaradas, sem qualquer controlo, afirmando que não estão associadas a insegurança e dizendo que as estatísticas sobre segurança não são preocupantes.
Esquecem-se que o medo que as pessoas sentem não vem nas estatísticas nem nos jornais. O medo sente-se na rua onde moram, na zona onde habitam, quando saem à noite ou quando vão ao parque infantil com os filhos... (4)
Até para a semana.
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(2) Comentário de um leitor (lucklucky a 19.10.2024) a um post de Henrique Pereira dos Santos, "Eu?", no Blog Corta-fitas sobre a confiança dos americanos na comunicação social, onde se encontra algum deste vocabulário.
17/10/24
Pedro e o lobo: a actualidade de Esopo
"Não é não!" ou da assertividade
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(1) "Afinal, Portugal raramente foi mais do que «isto»" . Maria João Avillez considera que não há um português que suporte um minuto mais “disto”.
(2) Desenvolver a atitude assertiva e ser mais feliz nas relações interpessoais
(3) Podemos avaliar se somos mais agressivos ou assertivos, como no Teste de assertividade de Rathus.
09/10/24
A comunicação social e os abusos
Perante a crise dos abusos sexuais na Igreja, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) tem respondido assertivamente ao problema, de várias formas.
Em Portugal, o estudo desta realidade foi entregue a uma Comissão Independente que concluiu pela existência dos abusos, ao longo de mais de 70 anos, e pela necessidade de agir em várias áreas, como consta do Relatório final elaborado.
A realidade descrita é suficientemente dolorosa para, tout court, se aceitar as conclusões do Relatório.
No entanto, não questionando essa verdade, certamente que se podem colocar problemas metodológicos e em consequência questionar algumas conclusões a que a Comissão Independente chegou. (1)
Perante a necessidade de dar continuidade às sinalizações, verificou-se a impossibilidade de identificar muitos casos por falta de dados, tal como de vir a poder efectuar compensações financeiras, sem ter de obrigar a novo processo ainda que com o risco de revitimização.
Na sequência da Carta Apostólica Vos estis lux mundi do Papa Francisco, foram criadas as Comissões Diocesanas para proteção de crianças e jovens e pessoas vulneráveis que respondem localmente pela prevenção e protecção das vítimas de abusos.
Foi também criado o Grupo VITA que não só continuou a atender vítimas, a nível nacional, como se tem empenhado na realização de acções de prevenção primária como formação e elaboração de instrumentos de trabalho pedagógicos para a prevenção.
O Grupo VITA criou ainda uma bolsa de psicólogos e psiquiatras, de todo o país, que têm atendido as vítimas que necessitam de apoio psicológico. Como Bento XVI referiu, "o importante é, primeiro, olhar pelas vítimas e fazer tudo para as ajudar e acompanhar enquanto saram”.
A comunicação social informa, investiga e divulga mas também manipula e é manipulada de acordo com interesses mais ou menos expressos ou mais ou menos ocultos.
Seja como for, na complexidade do mundo global, uma grande parte da luta pela liberdade e liberdade de expressão passa pelo trabalho dos jornalistas e dos media, que não têm trabalho fácil e estão sujeitos a perseguições arriscando a própria vida. (Committee to Protect Journalists)
Por isso, o papel da Comunicação Social é fundamental na investigação de eventuais casos de violência sexual nas instituições da Igreja mas também da sociedade, famílias, escolas, desporto... Por isso mesmo, deve investigar e informar com imparcialidade.
Até para a semana.
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