24/05/19

Aliança

 



O que me leva a levantar do sofá, aos 67 anos, para participar activamente em eleições? Aquilo que, em 2009, partilhei neste Educar em diálogo.

24/08/09 - Que mil Santana Lopes floresçam...
Para uma Lisboa com Sentido, continua a fazer sentido o que o Prof. Amaral Dias escreveu:
“A nosso ver, os protagonistas, sendo raros, não deixarão de ser exemplares. Santana Lopes é indiscutivelmente um deles. Mas, sobretudo, pelo seu carácter antifóbico, visível na capacidade para o risco, o que o torna mais apto às decisões criativas e inovadoras. Essa capacidade numa Lisboa sempre sequiosa de ser como o mar ali vizinho, sempre igual e sempre diferente, desde que balizada, poderá oferecer para os mais chocantes problemas (toxicodependência, Sida, violência social, políticas para os sem-abrigo, etc.) soluções verdadeiramente desburocratizadas, inovadoras e criativas, com o mesmo afinco para o que poderão parecer problemas menos chocantes, nomeadamente culturalizar, no sentido verdadeiramente popular, a cidade. A subjacência de Eros, que faz a filigrana do seu discurso, deve ofuscar sadiamente o cinzentismo que faz a política nacional, da qual utilizei deliberadamente na primeira parte do texto, o que pode parecer paradoxal mas não é, um dos mais inteligentes políticos portugueses da actualidade.
Mas o que o Portugal de hoje precisa é que «mil Santana Lopes vindos de todos os quadrantes floresçam» para que a diferença mil vezes floresça.”[1]
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[1] “Ó Lopes empresta o lápis…” in Carlos Amaral Dias (2003), Um psicanalista no Expresso do Ocidente, Temas e Debates – Actividades Editoriais, Lda , pags 198-200.
 
 




22/05/19

Fim de semana em família

Lisboa, vista do Jamie's Italian, no Príncipe Real




Passou mais um 15 da Maio - Dia internacional da família. Para além deste, todos os outros dias são dias da família.
Fim de semana em família, quer dizer estar a tempo inteiro com os filhos e os netos, que são aquilo que define a família.
Procurar espaços onde se possa estar em família requer alguma procura. É necessário, por exemplo,    saber se o restaurante é kids friendly, se tem o equipamento essencial, cadeiras para bebés, menu para os mais pequenos... e sobretudo, o que não pode faltar, atitudes do pessoal e ambiente acolhedor e simpático para eles. Não deviam ser todos assim ?
Aqui deixo dois bons exemplos.

Procurar uma filosofia de vida, a procura do bem-estar, a de Epicuro, o prazer do sábio, a saúde do corpo e a tranquilidade do espírito, o domínio das próprias emoções... Eros vence Thanatos. Só podemos ser felizes quando os outros também o são.


Taxman



Como escrevi em 2016, a canção dos Beatles não é assim tão exagerada para um governo (Costa/Centeno) que continua a taxar tudo o que mexe, negando que o faz, como convém.
A segunda troica é muito mais eficiente que a primeira a cobrar impostos, sem manifestações, sem indignação, até com alguma felicidade! Gaspar era um aprendiz nesta matéria.


 
'Cause I'm the taxman... / Porque eu sou o homem dos impostos
Yeah, I'm the taxman / Sim, eu sou o homem dos impostos
If you drive a car / Se conduz um carro
I'll tax the street / Vou taxar-lhe a rua
If you try to sit/Se tentar sentar-se
I'll tax your seat / Vou taxar-lhe o assento
If you get too cold / Se ficar com muito frio
I'll tax the heat / Vou taxar-lhe o calor
If you take a walk / Se for passear
I'll tax your feet / Vou taxar-lhe os pés...

"A carga fiscal aumentou 6,5% em 2018 face ao ano anterior, representando 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e indicam que é valor mais alto desde 1995, ou seja, desde o início da série.
A receita dos impostos e das contribuições sociais efetivas atingiu no ano passado os 71,4 mil milhões de euros (mais 4,3 mil milhões de euros face a 2017), crescendo 6,5% em termos nominais, após o aumento de 5,3%, para 34,4% em 2017." (Sónia Peres Pinto, Sol, 13-5-2019)


(29/5/2019)
A cobrança de impostos na estrada, sob ameaça das autoridades, está para além de qualquer imaginação indecente.



18/05/19

"Mitos climáticos" 5


Agradeço ao J. Rentes de Carvalho a transcrição deste texto, do blog "Tempo Contado".




sábado, maio 18


Uma vida de medos e ameaças


O meu amigo André diz, eu repito, e como mais ano menos ano pertencemos ambos à geração anterior à descoberta da penicilina, fazemos coro nas lamentações, e a maioria dos nossos encontros às sextas-feiras, um ritual de anos, são marcados pela mesma tónica: por um lado o espanto que nos causam algumas mudanças, pelo outro a maneira como os que nasceram depois de nós, não somente parecem ter do mundo uma visão peculiar, como demonstram que lhes falta o que ambos por facilidade chamamos bom-senso.
Semanas atrás agitou-se o mundo com a alarmante novidade de que neste momento nada menos de 1 milhão de espécies corre o risco de desaparecer, causando incríveis e irremediáveis danos ao planeta, à espécie humana, aos infindos e frágeis equilíbrios de que nós, humanos, raro nos damos conta, mas os cientistas constantemente estudam e analisam, concluindo que o fim está próximo ou, melhor dizendo, que são de assustar as probabilidades de que o planeta, e nós com ele, acabemos mal.
Para já é esse redondo milhão de espécies, certinho, sem erro de cálculo. Noutras marés vêm-nos com o gelo polar a derreter, ou então são as baleias e os golfinhos que se suicidam, prenunciando o fim de tudo. Para não falarmos de como à força de tão desmesurado aquecimento a Terra se aparenta a uma panela de pressão que não tarda a rebentar.
Porque já demasiadas vezes vimos esse filme e mais vezes ainda, científicos ou leigos, aturámos os sermões dos fanáticos profetas do Apocalipse, é cavaqueando sobre todos esses maus prenúncios que o André e eu, com a  ingenuidade de que os idosos têm o privilégio, nos perguntamos o que terá acontecido, não ao planeta, mas na cabeça dos nossos semelhantes, para que tanto entusiasmo dediquem ao medo e às ameaças, não queiram ouvir opiniões contrárias, insultem e ostracizem os raros que sem preconceito, subsídio, ou agenda política, investigam o que há de verdade nos vários pontos de vista.
Infelizmente, a moda manda, e assim o proveito e a fama vão para os cabeças do rebanho, que às vezes parecem mal saídos dos cueiros, mas tudo e mais alguma coisa sabem da poluição, do calor no Ártico, do fim dos lagartos na Nova-Guiné, e de dedo em riste avisam que a salvação do planeta e a nossa está nas eólicas e na fé vegan, razão de sobra para que nos apressemos a ver a luz e a seguir a sua crença.
É então que nós dois, com muitos anos e vivências de sobra, nos perguntamos: que raio de gente é esta, sem esperança, que só fala de medos e ameaças?

15/05/19

Hoje apetece-me ouvir: Monteverdi

Claudio Monteverdi (15/5/1567 - 29/11/1643) - O lamento de Arianna, 
pela mezzo-soprano Cathy Berberian



José Carlos Fernandes  "Monteverdi: O génio que inventou o Barroco", Observador, 21 Maio 2017.
 

 

 

12/05/19

"Mitos climáticos" 4

Sobre alterações climáticas, o parlamento, em vez de andar com jogos florais, podia realizar uma sessão de homenagem a José Delgado Domingos.

«Uma das suas paixões mais recentes, a previsão climática, levou-o a fundar o grupo de Previsão Numérica do Tempo na Secção de Ambiente e Energia do IST, em 1999, e, mais recentemente, a polemizar sobre as alterações climáticas, uma área onde alinhava com os críticos do consenso internacional, assim se distanciando de muitos dos seus companheiros ambientalistas de outras batalhas. Ainda na edição de 2013 do anuário JANUS defendia que “a relação causal entre emissões de CO2 e aumento da temperatura média global não está cientificamente provada.”» Observador, 7-7-2014

Já agora, O Secretário-Geral das Nações Unidas podia tentar conhecer, e se conhece levar a sério, outras opiniões sobre as alterações climáticas. 

É muito mais popular ir atrás da maior invenção global dos últimos tempos de que as alterações climáticas são devidas à acção humana. No entanto, o caminho das pedras pode ser o que leva ao destino correcto.


10/05/19

Docência e decência


"Professores em Portugal são dos melhores do mundo". A frase é do Sr. Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. E é bem merecida, objectivamente, dados os resultados que os alunos têm vindo a obter nas diversas avaliações nacionais e internacionais a que são sujeitos, e as competências que têm demonstrado nos mais diversos sectores laborais onde, posteriormente, são inseridos.
Porém, a questão dos professores adquiriu uma dimensão política inesperada, porque na AR, a Comissão de Educação decidiu pela contagem do tempo integral de serviço dos anos de congelamento da carreira (9A4M2D).

Durante toda a minha vida profissional como psicólogo, trabalhei com professores. Por isso, tenho o distanciamento e proximidade suficientes para poder ser isento e objectivo na apreciação que possa fazer sobre este assunto.
Nunca apoiei as estratégias sindicais da FENPROF e do seu secretário-geral Mário Nogueira, praticamente em todas as matérias que dizem respeito à educação. É particularmente abominável o aproveitamento dos tempos críticos do calendário escolar para efectuar reivindicações, como as greves no tempo de exames ou no lançamento do ano lectivo.  Mas nesta questão não posso deixar de lhe dar razão.

É certo que o sector de educação tem tido equipas ministeriais incompetentes a vários títulos. A agressividade das agendas contra os professores e a educação, de Maria de Lurdes Rodrigues a Tiago Brandão Rodrigues, o fim de contratos de associação, das avaliações externas no ensino básico, da “formação vocacional”, da falta de autonomia na gestão de recursos humanos, das mudanças curriculares inúteis, da reforma, de conflitos desnecessários, etc..., de nada servem para a educação das novas gerações, como para o desenvolvimento do país e levam à desmotivação e burnout de muitos professores.

A carreira dos professores foi congelada por governos sucessivos*, levando vantagem, em número de anos, os governos PS. Sabemos porque houve e há congelamento das carreiras:
Em primeiro lugar porque o orçamento não comporta o pagamento aos professores (e aos funcionários públicos) os encargos resultantes das progressões.
Neste caso, se o PS conhecia o problema porque preferiu prometer o que não podia, como aconteceu com a Resolução da AR nº 1/2018, aprovada em 15 de Dezembro de 2017, em que "A Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, em diálogo com os sindicatos, garanta que, nas carreiras cuja progressão depende também do tempo de serviço prestado, seja contado todo esse tempo, para efeitos de progressão na carreira e da correspondente valorização remuneratória"?

Em segundo lugar, os professores não fizeram parte das prioridades do governo. Mas todos conhecemos outras prioridades como  a reversão do IVA da restauração, a reversão do horário de trabalho de 40 horas para 35 horas, a redução significativa dos passes socais nos transportes, designadamente na área da grande Lisboa. E não vale a pena falarmos na urgência em tapar as imparidades do sector bancário!

A situação da carreira dos professores merece que seja uma prioridade, que vai para além da contagem da totalidade do tempo de serviço. Tudo isto passa pela revisão do estatuto da carreira docente (a progressão automática, a progressão dependente de uma avaliação de desempenho, simples, eficaz, hierárquica, que tenha em conta as circunstâncias concretas e objectivas de cada escola e de cada turma, etc...)
Por outro lado, é necessário que seja aplicado sempre um "travão financeiro", que o PSD e o CDS propõem, no caso das carreiras dos professores, mas também a outras carreiras e a outras despesas do estado, a começar pelos Gabinetes ministeriais e pelas mordomias dos governantes...
Talvez, assim, seja possível cumprir as promessas feitas aos professores, sem necessidade de contaminação com propaganda eleitoral uma questão cristalina: o tempo só tem uma forma de ser contado.  

A questão laboral dos professores, o problema da docência, é sobretudo um problema de decência política.

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*"As progressões foram congeladas ainda em 2010 num dos pacotes de austeridade anunciados pelo governo de José Sócrates e, no Orçamento do Estado (OE) para 2011, a medida foi reforçada com a proibição de valorizações remuneratórias logo a partir de Janeiro desse ano. Essa proibição tem sido renovada todos os anos e o compromisso do Governo, assumido no OE para 2017, é repor as progressões a partir de 2018." (Público, 06/03/2017, «carreiras na função pública estão congeladas há quase uma década».



07/05/19

O mexilhão

Helena Matos, Blasfémias


Helena Garrido, Observador,  6/5/2019, "A lição do caso dos professores"
"O caso da carreira dos professores nada tem a ver com economia. Pura táctica política. Quem quiser levar a sério as contas públicas tem de generalizar um travão financeiro plurianual."
"... Infelizmente o que se fez até agora em matéria orçamental, mesmo sem os professores, pode já ser suficientemente preocupante. Nunca nos podemos esquecer que as receitas fiscais caem quando aparece uma crise e as despesas aumentam por causa dos apoios sociais, como o subsídio de desemprego. O custo social e político de cortar despesas em tempo de crise já o experimentámos e devíamos ter aprendido como é violento. Não aprendemos. Nem vamos aprender agora.

É frequente citar-se (também já o fiz) a redução do IVA da restauração como um dos grandes erros deste Governo, em matéria de desperdício de recursos. E não é porque será fácil aumentar de novo o IVA, sem grandes custos políticos. Mas o mais grave erro, com efeitos orçamentais e nos serviços públicos, foi a decisão de reduzir o horário de trabalho dos funcionários públicos de 40 para 35 horas semanais. Um dia um outro Governo voltará a ter de aumentar o horário de trabalho, com custos políticos.

O travão financeiro que o PSD e o CDS propõem, no caso das carreiras dos professores, deveria ser aprofundado e alargado a outras áreas. Basta olhar para o Programa de Estabilidade para perceber que este Governo também já comprometeu os orçamentos do seu sucessor (quem sabe se não é essa a maior preocupação, pensar que vai ser de novo Governo herdando o que fez nesta legislatura). Tudo o resto a que assistimos na última semana é táctica política, intelectualmente muito interessante e a dar a vitória a quem é melhor jogador. António Costa conseguiu ser a imagem do rigor orçamental e colocar os tradicionais partidos do rigor, PSD e CDS, no papel de irresponsáveis. É sem dúvida extraordinário.
Mas não é disso que precisamos. Não é isso que dará aos professores maior segurança sobre os seus rendimentos futuros, não são estas medidas que dizem aos professores que as suas carreiras nunca mais serão congeladas."
Nem aos professores nem a ninguém. O episódio - a ameaça de demissão - é uma treta mal encenada, a seguir à ópera-bufa das PPP na Saúde (Sofia Vala Rocha, "António Costa ama os hospitais privados", Sol). Mas não só. É muito mais grave do que isso. Os professores são apenas o "mexilhão" desta história que assinala o fim do revertério. Viram "o diabo" por aí?

05/05/19

Venezuela, canto e sonho... de liberdade


  "Alma Llanera"
Composta por Pedro Elías Gutiérrez com texto de Rafael Bolívar Coronado. 
Los Angeles Philharmonic, com Juan Diego Florez,
dir. Gustavo Dudamel

... Amo, lloro, canto, sueño,
con claveles de pasión,
con claveles de pasión,
amo, lloro, río, sueño,
y le canto a Venezuela
con alma de trovador...

04/05/19

A segurança do cidadão


1. É provável que mesmo os menos familiarizados com a Psicologia, já tenham lido ou tenham ouvido falar das necessidades humanas. Mas certamente todos sentimos a realidade dessas necessidades.
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Daqui
O psicólogo Abraham Maslow concebeu a motivação humana como um conjunto de necessidades  hierarquizadas que definem as necessidades básicas e outras necessidades do indivíduo  para ter uma vida plena.
De facto, o homem procura ao longo da sua via a autorrealização. Para isso, o indivíduo deve ter asseguradas as necessidades básicas.
Estas necessidades primordiais são as fisiológicas: ar, alimento, bebida, sono, calor, exercício, logo seguidas das necessidades de segurança: segurança, estabilidade, saúde, refúgio, dinheiro, emprego, e das necessidades  de amor e pertença: aceitação, amizade, intimidade, relação, e ainda de autoestima: sucesso, reconhecimento, respeito, competência. (O Livro da Psicologia, Abrahm Maslow, «O que um homem pode ser, deve sê-lo», págs. 138-139)

2. Como necessidade fundamental, a segurança do cidadão deve estar  garantida de forma a que o indivíduo possa desenvolver-se e ascender às necessidades de autorrealização.
Como podemos conseguir atingir este patamar?  Maslow “afirma que cada um de nós tem um propósito individual para si, para o qual está singularmente dotado e parte do caminho em direcçao à plenitude  consiste em identificar  e perseguir tal propósito.”
Portanto, não se trata apenas de vivermos numa sociedade que proporcione todas as necessidades básicas  ao individuo mas também de cada individuo procurar o propósito da sua vida e assim tudo poderá concorrer para atingir a autorrealização. Isto é, se podemos ser infelizes na mais segura das sociedades, isso não tira importância ao papel que as instituições do estado e da sociedade civil devem ter na protecção dos cidadãos.

3. Como sabemos, "A violência, nascida com a vida, acompanha o homem ao longo da sua história. Mas nenhum historiador é capaz de dizer como este fenómeno evoluiu ao longo dos séculos. Ao contrário,  as estatísticas, após uma data relativamente recente, permitem afirmar que a violência, considerada sobre todas as suas formas, aumenta." (Jean Voujour, La sécurité du citoyen, p. 3)
O que é contraditório é que o “meio económico, cada vez mais complexo pelo progresso técnico, assim como a elevação do nível de vida, fonte de multiplicação de bens, revela-se em parte responsável pela violência, incitando à agressão, facilitando o acidente, enquanto que ao mesmo tempo, a protecção eficaz dos bens e das pessoas é frequentemente negligenciada. Por conseguinte, a segurança tornou-se um dos maiores problemas da nossa sociedade." (idem, p. 3)
Por outro lado, numa altura em que  o terrorismo chegou à obscenidade dos últimos  tempos, a corrupção nunca foi tão avassaladora, as instituições do Estado devem assegurar a segurança no nosso quotidiano.

4. Perante este problema, o governo minoritário de A. Costa, apresenta-se como a última versão pós 25 de Abril do "nós por cá todos bem", nega os  problemas graves, nega até que haja problemas, não reconhece a responsabilidade dos responsáveis governativos pelas cativações, principalmente na saúde, com as infindáveis listas de espera, o aumento da dívida, a procrastinação do investimento, o atraso nas pensões,  o amiguismo e o nepotismo, as falhas estruturais de combate aos incêndios, o roubo de armas, o tratamento dado aos professores* e aos técnicos especializados da educação (psicólogos, terapeutas, ILG...), aos enfermeiros, etc.
Assim, quem é que pode estar seguro ? 
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* Afinal havia um problema com os professores, criado no Parlamento por uma "coligação negativa". Este texto foi escrito antes de 3 de Maio, data da ameaça de demissão do governo pelo primeiro-ministro, ele próprio  à frente da mais longa "coligação negativa" que existiu neste país e a que Paulo Portas, eufemisticamente, deu o nome de "geringonça".