Entrevista a Ruy de Carvalho, que assinala 90 anos de vida.
... «Ao falar da profissão, o artista que já soma mais de 70 anos de carreira explicou que os egos nunca o afetaram. "Acho que tenho um chapéu-de-chuva maravilhoso. Não me chovia muito em cima essa maldade". Aliás, se há algo que tem vindo a tentar "semear" ao longo dos anos, é o amor. "Sem amor, a vida não vale a pena"».
… «E o que é, para ele, amar? "Amar é envelhecermos juntos. E a maior parte não envelhece juntos. Não são capazes de chegar ao fim da vida com o mesmo amor que tinham quando casaram. Não é fácil. Não é fácil viver em casamento. Inicialmente, a parte dominante é a sexual, mas há gente que não pensa que 23 horas e meia são para viver a vida, com maus cheiros, doenças, com ir à casa de banho, com mau hálito, com o ressonar... Há muita coisa que faz parte do casamento e isso tem que ser pensado. A estupidez é que destrói as coisas, o egoísmo, a preguiça, o egocentrismo"»... (Carolina Morais, DN , 25/2/2017)
Um dos musicais de sempre é, sem dúvida, Sound of Music (1965). A tradução por "Música no Coração" parece-me feliz porque é disso mesmo que se trata: a música está sempre no coração.
A lista de musicais é grande e dela fazem parte filmes que também foram importantes enquanto espectador. Reminiscências de Joselito e Marisol ...
“Outro dia de sol” é um dos temas de La La Land, musical de 2016, que já obteve vários prémios. O musical foi notícia pelos prémios e também por ter originado uma excepcional gafe nessa feira das vaidades chamada "noite dos óscares" onde a passadeira vermelha a mostra, a vaidade, em todo o seu esplendor e mostra ainda como a vanglória e a vã glória andam muito aproximadas.
Apesar disso, mais uma vez a música esteve em destaque e isso é relevante porque, sem dúvida, a música acompanha a nossa vida.
Podemos não ter a sorte de José Cid que “nasceu prà música” mas certamente todos temos esse grande privilégio de viajarmos nesta vida acompanhados pela música. Desde as canções de embalar que acalmam e induzem o sono, até às mais estridentes que no-lo tiram.
A música esteve e está em momentos determinantes da nossa vida, na educação, no namoro, nas crises positivas e negativas da vida, nas situações convencionais e informais. Acompanhou todos esses momentos de fortes emoções.
A música é ainda uma terapia eficaz em muitas ocasiões. Não há dúvida de que a música tem uma influência positiva na saúde em geral.
A importância da música na saúde vem desde sempre. Os filósofos gregos como Platão e Aristóteles referiram-se a ela. Platão dizia que “a música é o grande remédio da alma” e Aristóteles que “as pessoas que sofrem emoções descontroladas, depois de ouvirem melodias que elevam a alma ao êxtase, regressam ao seu estado normal, como se tivessem experimentado um tratamento médico.”
Mas foi nos últimos 50 anos que os cientistas se dedicaram ao estudo sobre os efeitos da música na saúde.
Daniel Levitin refere-se aos "mecanismos neuroquímicos da música com efeitos em quatro áreas da vida humana: temperamento, stresse, imunidade e interacções sociais."
Para Armando Sena, "as alterações decorrentes da música são sobretudo a nível hormonal e de marcadores inflamatórios que se relacionam com o stresse, que alteram o sistema nervoso simpático e parassimpático. Estudos têm demonstrado que a música pode diminuir esses marcadores, já que favorece a resistência ao stresse."
A música reduz o stresse e a ansiedade (Equipa de cirurgia cardiotoráxica do Hospital Universitário de Orebo, na Suécia e outra equipa de investigadores), pode ajudar a prevenir a depressão, tem a capacidade de controlar os batimentos cardíacos e diminui a pressão arterial. (Uma Gupt)
A música pode ainda ajudar a controlar e a reduzir os níveis de dor. (Equipa de investigadores de Almeria, Granada e da Andaluzia e também de Taiwan)
Tem efeitos benéficos no cérebro: Nos estudos realizados, a música e o canto melhoravam a memória e consequentemente tinham impacto positivo na aprendizagem. (Karen Ludke, Fernanda Ferreira e Katie Overy)
A música ajuda o cérebro a libertar a dopamina, um neurotransmissor estimulante do sistema nervoso, e dessa forma pode prevenir doenças como Parkinson.
Durante o envelhecimento ajuda a manter a saúde física e mental: melhora a disposição, a memória, o sentido de orientação e a coordenação motora geral.
Tem efeitos no sistema imunitário uma vez que a música tem potencial para aumentar a resistência e resposta do sistema imunitário face a diversas doenças. *
Mas o que todos já sabíamos é que mesmo no dia mais nublado, com música, é sempre “outro dia de sol".
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*A segunda parte do texto foi baseada no artigo “A música faz (mesmo ) bem à saúde?”, Lusíadas, nº 6, Inverno, 2016.
"Nasceu em Cali, Colômbia, a 25 de Junho de 1960. Entre 1980 e 1984 frequentou o Curso Superior de Artes Plásticas na Escola "Angel Maria Valencia", Cali. Em 1983 tirou os Cursos de Serigrafia e Foto-Serigrafia no Museu de Arte Moderna "La Tertulia", de Cali, e em 1984 o Curso de Gravura em Metal, com o Mestre Helio Salcedo. Concluiu o Curso de Estética Contemporânea na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, 1989. E em 1991 o Curso de Arte Portuguesa do Século XX, no Ar.Co, Lisboa. Foi, durante três anos, impressor de serigrafia no atelier "Corporación Prografia" de Cali e professor de artes plásticas na Universidade Livre de Cali (1986) e no Colégio Idea (1987). Reside em Portugal desde Janeiro de 1988 e tem realizado várias exposições em território nacional assim como internacional."
"Nasceu em 1962 em Porto Alegre, Brasil. Durante os anos 70 e 80 frequentou o Centro de Desenvolvimento de Expressão (RGS – Brasil) e participou em várias exposições. Vive em Portugal desde 1990 onde, além de trabalhar como pintor, é também jornalista. Está representado em várias coleções públicas e privadas.
Desde 1974 no Brasil e a partir de 1990 em Portugal que tem participado em exposições individuais e coletivas."
Chantal Chamberland - What a Difference a Day Made
A versão de Dinah Washington não está disponível.Mas hoje, dia dos namorados, nem governo, nem oposição, nem ninguém faz a diferença... A diferença és tu. Como sempre.
A Maria é um amor, quando se ri faz covinha
Sabe esta canção de cor e até se veste sozinha É muito bem educada, ela porta-se tão bem Manda beijos a quem passa, ai que graça que ela tem! A Maria é toda a mãe
A Maria é tão bonita, de lacinho na cabeça Pelas folhas que rabisca, é artista de certeza Ou então vai ser cantora, ai como ela canta bem Ou então será doutora, olha os dedos que ela tem! A Maria é toda a mãe
E diz que vai ser princesa, ou rainha como a mãe Faz-se votos que aconteça, e saiba escolher um rei A Maria é toda a mãe
Mas às vezes a Maria acorda com os pés de fora Chora, esperneia e faz birra, e entorna a sopa toda Ela amua e bate o pé, e se diz não vai não vai E se diz não é, não é, e se eu grito grita mais A Maria sai ao pai!
Faz beicinho e bate o pé, e se diz não vai não vai E se diz não é, não é, e se eu grito grita mais A Maria é toda pai! A Maria é toda pai!
No dia 25 de Dezembro de 2016, o avião Tupolev Tu-154 da Força Aérea Russa, que voava de Sochi com destino à Síria, caiu no Mar Negro, após a descolagem. Entre as 92 pessoas que faleceram, 64 pertenciam ao Ensemble Alexandrove iriam participar numa celebração de final de ano na base síria de Khmeimim.
A música coral russa que ouvia com frequência na infância sempre me interessou. Das canções da música folclórica russa, Уральская рябинушка, nesta versão, era a minha preferida, mais do que Калинка ou Катюша.
Mais tarde, Выхожу один я на дорогу, com música de Е.Шашина e texto do poeta М. Лермонтов (Lermontov), passou para primeiro plano.
A música dos grandes coros sempre me fascinou, como a nostálgica canção dos barqueirosdo Volga (Эй, ухнем! Οι λεμβούχοι του Βόλγα).
O coro do exército russo - Ensemble Alexandrov - é um símbolo do que foi e é a Rússia, a "arma cantante do seu exército" mas não deixa de ser interessante ouvir o coro cantar a Ave Maria, de Schubert ou o concerto que deram no Vaticano.
O coro é muito mais do que essa "arma". A cultura da Europa não termina nos Urais. O povo russo é muito mais do que povo soviético e a música popular russa é universal. Como se pode ouvir nesta extraordinária interpretação de "olhos negros" (Очи чёрные) de Louis Armstrong.
The first time ever I saw your face,
I thought the sun rose in your eyes.
And the moon and stars were the gifts you gave,
To the dark and the endless sky, my love.
And the first time ever I kissed your mouth,
I felt the earth move through my hands.
Like the trembling heart of a captive bird
That was there at my command.
And the first time ever I lay with you,
I felt your heart so close to mine.
And I know our joy would fill the earth,
And last till the end of time, my love.
"Para "festejar" a entrada do quadro de Josefa de Óbidos no Louvre, o
português (Philippe Mendes) expõe, a partir de hoje, na sua galeria de Paris, Galeria
Mendes, uma mostra da faiança portuguesa do século XVII, que vai estar
patente até 30 de janeiro e que se chama "Um século a branco e azul - As
artes do fogo em Portugal no século XVII", uma parceria com Mário
Roque, da galeria São Roque, em Lisboa." (RTP Notícias)
"A exposição reúne cerca de 60 obras, entre jarras, garrafas, taças,
potes, mangas de farmácia, pratos de aparato e painéis de azulejos,
essencialmente da primeira metade do século XVII, peças que "hoje é
raríssimo aparecerem no mercado", continuou Mário Roque." (DN)
"Renata Gomes acaba de passar um ano na universidade de Jerusalém, onde foi premiada pelo seu trabalho na investigação das doenças do coração. Trabalhou com judeus e com árabes, e os seus colegas pensam que a cientista pode vir a ser o próximo Prémio Nobel."
Há sítios extraordinários, de paz, de felicidade. A paisagem é deslumbrante mesmo num dia
cinzento que não deixa vislumbrar a ponte Vasco da Gama. Tempo agradável
para este Outono, quente, como os sentimentos dos que amamos. Momentos
inesquecíveis quando estamos com quem mais gostamos. Mesmo
que não seja forever é, pelo menos, sempre repetível.
E depois... o local tornou-se mítico pelas anedotas dos políticos...
"Uma pessoa tem de morrer. E até a morrer foste um senhor. Pouco antes de
morrer - sabemos agora - percorreste o mundo para cantar as
tuas canções a quem quisesse ver-te a cantá-las. E melhor do que
em qualquer outra altura da tua vida. Tu foste daqueles que melhoram
à medida que se aproximam da morte. Aproximaste-te devagarinho, sem
ser a medo, como se a morte fosse a última mulher. Cantaste-lhe a
canção do bandido - nunca ninguém será capaz de cantá-la melhor do que
tu - a ver se ela ia na tua cantiga. Deitaste-te com ela na esperança
que ela te esquecesse. And yet e, no entanto (aqui sinto-te a sorrir)
ela deu cabo de ti à mesma." (Miguel Esteves Cardoso, Público,
Madrid é como uma ex-colegial, uma adolescente rebelde que quebrou as fronteiras do hedonismo, mas que acabou por crescer e se tornar sofisticada, sem nunca esquecer como se divertir. É uma cidade tão à vontade nas discotecas e bares que preenchem as ruas com a sua banda sonora como nos grandes salões da alta cultura. É verdade que a capital espanhola não tem o impacto imediato de Roma, Paris ou até daquela outra cidade um pouco mais acima, Barcelona. A arquitetura é belíssima, mas não se vê nenhum Coliseu, Torre Eiffel, nem qualquer excentricidade pensada por Gaudí para fotografar, para que depois possa voltar para casa e dizer aos seus amigos: «isto é Madrid». Contudo, esta cidade é um conceito, uma forma de viver o presente, à qual pode ser difícil resistir. São muitos os cartões de visita que caracterizam Madrid: galerias de arte assombrosas, uma vida noturna dinâmica e incessante, a sofisticação e variedade da vida que flui pelas ruas ou que repousa nas praças da cidade, a sua extraordinária e relativamente recente transformação em cidade da moda por excelência de Espanha, o florescimento do panorama musical, com espetáculos de flamenco e jazz, um banquete de bons restaurantes e bares de tapas; e uma população especialista na arte de aproveitar as coisas boas da vida. Não é que outras cidades não tenham algumas destas coisas, só que Madrid tem-nas para dar e vender. Costuma-se dizer que Madrid é a cidade mais espanhola de Espanha e sem dúvida de que é, de longe, a cidade europeia mais apaixonante. São poucos os madrilenos originários desta cidade, pelo que é possível que Madrid seja a capital europeia mais acolhedora e recetiva. Esta ideia pode ser resumida naquela única frase que se ouve frequentemente: «Se está em Madrid, então é de Madrid». Não é que o deixem arrebatado com calorosas boas-vindas, mas se se encontrar num bar ou perdido e a precisar de indicações, rapidamente o farão sentir-se como um deles. Num ápice, sem perceber bem como, vai aperceber-se de que nunca mais quer deixar Madrid." (lonely planet)