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03/08/18

Hoje apetece-me ouvir: Kathia Buniatishvili

Khatia Buniatishvili
Haydn - Concerto para piano e cordas (0:00-17:43)

"... Khatia Buniatishvili coloca o ser humano no centro de sua arte."

Talvez aqui.  (15-2--2019)

07/07/18

Magia na diferença - Gillian Lynne


Referimos aqui - Magia na diferença -  Gillian Lynne,  a propósito da sua infância: fraco desempenho escolar e instabilidade. Hoje diríamos hiperactividade.
" O dom de Lynne para dançar foi descoberto por um médico. Ela estava com mau desempenho na escola, então sua mãe levou-a ao médico e explicou sobre sua inquietação e falta de foco. Depois de ouvir tudo o que sua mãe disse, o médico disse a Lynne que precisava conversar com sua mãe em particular por um momento. Ele ligou o rádio e saiu. Ele então encorajou a mãe a olhar para Lynne, que estava dançando para o rádio. O médico notou que ela era uma dançarina e incentivou a mãe de Lynne a levá-la para a escola de dança." (Daqui)
Faleceu aos 92 anos.

Do seu extraordinário trabalho, um exemplo. Cats é um musical composto por Andrew Lloyd Webber, dirigido por Trevor Nunn e coreografado por Gillian Lynne. Estreou em Londres em 1981 e esteve dezoito anos em cartaz na Broadway. Para realizar esse espectáculo, Llyod Webber musicou uma série de poemas de T. S. Eliot sobre gatos, onde Memory foi a música de maior sucesso.

"O Livro dos Gatos", no original "Old Possum's Book of Pratical Cats", é uma colectânea de curiosos e animados poemas dedicados à psicologia e sociologia felina.
Foram escritos nos anos 30 por T. S. Eliot e incluídos pelo próprio, sob o nome "Old Possum", nas cartas que enviava aos seus afilhados. Em 1939, a editora que tinha o exclusivo da sua obra decidiu reunir e publicar 15 desses poemas sob a forma de livro.
Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura - 5º ano de escolaridade.

Sete mares

Sétima Legião - Sete mares

Pedro Oliveira (voz e guitarra); Rodrigo Leão (baixo e teclas); Nuno Cruz (bateria, percussão); Miguel Teixeira (viola d'arco); Gabriel Gomes (acordeão); Paulo Tato Marinho (gaitas de fole, flautas); Ricardo Camacho (teclas); Paulo Abelho (percussão, samplers); Francisco Ribeiro de Menezes (letras, coros)

21/06/18

Kodály - A música como parte da vida

~
Zoltán Kodály - Dances from Galanta

Zoltán Kodály (Kodály Zoltán, pronunciado [ˈkodaːj ˈzoltaːn]), 16/12/1882 - 6/3/1967, foi um compositor, etnomusicólogo, pedagogo, linguista e filósofo húngaro. Conhecido internacionalmente como o criador do Método Kodály.
Zoltán Kodály passou a maior parte de sua infância na cidade de Galánta e compôs as Danças de Galánta,
para orquestra (1933), com base na música folclórica desta região. (Wikipedia)

25/05/18

Feiticeiros...

... da música.

Screamin' Jay Hawkins

Credence Clearwater Revival

Nina Simone

Katie Melua

Joss Stone

David Gilmore/Mica Paris


I put a spell on you
'Cause you're mine

You better stop the things you do
I ain't lyin'
No I ain't lyin'

You know I can't stand it
You're runnin' around
You know better daddy
I can't stand it cause you put me down

I love ya
I love you
I love you

I love you anyhow
And I don't care
if you don't want me
I'm yours right now

You hear me
I put a spell on you
Because you're mine

09/05/18

Dias da música: Berlioz - A danação de Fausto

Centro Cultural de Belém
27 de Abril 2018 - 21:00 - Grande Auditório.

Hector Berlioz (1803-1869) - A Danação de Fausto.

Aquiles Machado tenor FAUSTO
Philippe Rouillon barítono MEFISTÓFELES
Béatrice Uria-Monzon meio-soprano MARGARIDA
Arnaud Rouillon baixo BRANDER
Frédéric Chaslin direção musical
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Joana Carneiro
maestrina titular
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Giovanni Andreoli
maestro titular
Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa
Rui Teixeira
maestro do coro
Coro Juvenil de Lisboa
Nuno Margarido Lopes
maestro do coro

Na falta da gravação do concerto aqui ficam três exemplos desta música sublime que tive o privilégio de escutar neste extraordinário concerto, no CCB.



Berlioz - A Danação de Fausto - Marcha húngara - Maestro Daniel Barenboim

Um exército marcha no horizonte. Fausto não compreende porque é que os soldados se entusiasmam tanto com a glória e a fama.


 Berlioz - A Danação de Fausto - D'amour l'ardente flamme - Elina Garanca

Fausto abandonou Margarida, no entanto a jovem ainda espera por ele ("D'amour l'ardente flamme"). Ela ouve os soldados e estudantes à distância e recorda-se da primeira noite em que Fausto apareceu na sua casa. Mas desta vez, ele não está entre a multidão. 


 
Berlioz - A Danação de Fausto - Epílogo
O inferno cai em silêncio depois da chegada de Fausto. Um coro, narra e canta sobre o "mistério do terror". Enquanto isso, Margarida é salva e é acolhida no paraíso.

Skip to my Lou

The Golden Gate Quartet (a.k.a. The Golden Gate Jubilee Quartet)
Skip to my Lou
Uma versão interesante desta popular canção infantil...

Fazer e avaliar em vez de desfazer e apagar (2)

A qualidade da educação e do ensino é um dos principais objectivos da sociedade. Qualquer governo decente deve criar ou assegurar os instrumentos necessários para atingir esse objectivo tendo em conta que, numa democracia, não tem sentido impor ideias de forma autocrática.
Nem sempre tem sido assim. De facto, vamos tendo um pouco de tudo: "paixão pela educação", "escola na sociedade de classes",  educação "cívica" do "homem novo", metas que viram competências e competências que viram metas, currículos grandes, currículos pequenos, avaliação de desempenho burocrática, feita pelos pares, uma das maiores fontes de conflito nas escolas, colocação de professores, centralizada, com critérios diferentes todos os anos, contagem de tempo de serviço, que ninguém entende que raio de contagem é...
Apesar de tudo, e isso é o mais importante, o ensino tem vindo a obter resultados que, graças ao trabalho de alunos, professores, explicadores e pais, são muito encorajadores.

Nuno Crato dá conta ("Contra argumentos não há factos" - O Observador ) de como algumas alterações na exigência, isto é, na qualidade da educação, levaram a resultados que começaram a ter expressão em provas internacionais como o  PISA E TIMSS:
"Relembremos alguns factos. Qual era a situação relativa do nosso país? No TIMSS, em matemática do 4.º ano, de entre os países participantes, estávamos no antepenúltimo lugar com 475 pontos. Atrás de nós, havia apenas a Islândia e o Irão.
No PISA, em 2000, de entre os países participantes que pertenciam então à OCDE, Portugal ocupava a antepenúltima posição em ciências e a leitura. Em matemática, só tinha três países atrás.
A taxa de abandono escolar precoce era 43,6% em 2000. Quer isto dizer que apenas 56,4% dos jovens entre os 18 e os 24 estavam a estudar ou tinham completado o Secundário. Na União Europeia apenas Malta tinha um resultado pior.
Em 2000, as taxas de reprovação eram escandalosamente altas. Atingiam cerca de 10% no 4.º ano, 16% no 9.º e 50% no 12.º.

Entretanto, tudo ou quase tudo melhorou. Fruto de um esforço persistente das escolas, dos professores, dos pais e de vários governos, chegámos a 2015 com um panorama totalmente diferente.
No TIMSS, em matemática do 4.º ano, passámos do antepenúltimo lugar para um lugar cimeiro, acima da média, com 36 países atrás de nós. Passámos de 475 para 541 pontos. Passámos à frente da mítica Finlândia!
No PISA, das últimas posições ocupadas em 2000, passámos em 2015 para cima da média da OCDE. Em leitura, subimos de 470 para 498 pontos. Em matemática, progredimos de 454 para 492 pontos. E em ciências, passámos de 459 para 501 pontos.
A taxa de abandono escolar precoce melhorou, descendo dos 43,6% em 2000 para os 28,3% em 2010 e 13,7% em 2015. Passámos à frente da Espanha e da Itália.
As taxas de reprovação também melhoraram. Em 2015, no 4.º, 9.º e 12.º anos, desceram para 2%, 10% e 30%. Ou seja, no 4.º ano, e com a Prova Final da altura, reduziu-se a retenção para quase um quarto do que era; no 9.º e no 12.º, reduziu-se para dois terços do que era."

Crato tinha a sua ideia do que era o sector da educação, desde o tempo do programa televisivo "Plano Inclinado", e apesar de críticas justas de muitos profissionais  como, em algumas questões, as de Santana Castilho, teve o mérito de contribuir para a qualidade do ensino.
Mas o que dizer dos actuais "funcionários" deste ministério e de alguns dedicados “ajudantes progressistas", na assembleia da república? Não fazem ideia nem parece que venham a fazer sobre o futuro da educação, sobre a qualidade da educação, nem que tenham a percepção do alcance pernicioso que costuma vir da demagogia das medidas que tomam.

A Sociedade Portuguesa de Matemática já veio dar conta dos estragos que estão a ser feitos: "SPM considera, o projeto de decreto-lei Currículo dos Ensinos Básico e Secundário, um passo atrás.
Em suma, a SPM não pode deixar de lamentar veementemente e de forma pública este intempestivo e progressivo desmantelamento dos pilares em que se apoia a Escola portuguesa e dos progressos tão duramente conquistados pelos nossos alunos e respetivas famílias e escolas – num processo que, se não cessar com brevidade, trará consequências que levarão décadas a corrigir." ( Rui Cardoso)
Não concordei com muitas medidas de Nuno Crato. Discordei, por exemplo, quanto à questão do eduquês, cliché que só serve para mistificar (o falhanço de pedagogias erradas, a desorganização de recursos humanos, mudanças sistemáticas nos currículos), discordei de Crato quanto à questão do construtivismo, quanto à questão de falta de relevo dada às artes, e ainda por insistir nas medidas erradas que vinham do governo anterior, como a avaliação de desempenho, a prova de acesso à carreira profissional...
Críticas mas também elogios mereceu essa política educativa e sobre o assunto escrevi, por exemplo, nestes textos:

O que não se esperava era que sob o manto diáfano da fantasia da "escola na sociedade de classes", a confusão se instalasse na 5 de Outubro, dando espaço ao apagamento do que de positivo tinha sido feito, já que na sede da fenprof e para a maioria conveniente da assembleia da república, não há confusão nenhuma, é tudo "muito simples e muito claro!", como diria António Guterres.

27/04/18

Fazer e avaliar em vez de desfazer e apagar

Isabel Leiria , "Medidas de Crato apagadas do sistema", Expresso, 21-4-2018.























Desfazer o que o governo anterior fez, parece ser a actividade política favorita dos governos no poder. É assim na saúde (1), no mapa judiciário (2), nas autarquias (3), na educação.
Andamos de revisão em revisão sem haver motivos fundamentados para isso.  Os benefícios que daí advêm não se conhecem, mas sabe-se que são, quase sempre, instrumentos eleitoralistas. Reversões, cativações e apagões são  o saldo político negativo de uma governação dita de esquerda. Nada, portanto,  de estruturante ou que interesse para o futuro.

Na educação, é essa a estratégia deste governo minoritário, apoiado pela  maioria dita de esquerda no parlamento, como titula o Expresso: “medidas de Crato apagadas do sistema” .
Obedecendo a ideais, às vezes pessoais, de grupo ou a ideologias partidárias, impõem-se medidas e terminam-se medidas num experimentalismo radical, na escola e na sala de aula,  como se na escola houvesse cobaias para "suportar" os desenhos ideológicos  de ditas esquerdas ou ditas direitas.
A educação, a escola, merece mais respeito:
-  É necessário ter em conta que o aluno é pessoa, tem direitos como pessoa e como aluno. O direito à educação, a saber utilizar ferramentas fundamentais  para a vida de cidadão e para a vida profissional.
- É necessário ter em conta que os professores não são meros executores de medidas ao gosto dos governos e merecem respeito como qualquer outro profissional. (4)
- É necessário ter em conta os dados da ciência, as descobertas no campo da neurologia, da psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem.
- É necessário ter em conta as experiências dos outros países,  as boas práticas, mas de forma contextualizada, aqui e agora.
- E necessário fazer avaliações das estratégias seguidas antes de atirar para o lixo a experiência de vários anos.
- É necessário ter em conta que as reformas na educação podem levar vários anos, e, portanto, várias legislaturas, para serem aplicadas e, por isso, se deve pensar em compromissos entre maiorias diferentes que se vão constituindo.

Ora tudo isto tem sido mais ou menos irrelevante na estratégia do ministério da educação e nas medidas tomadas pela maioria conjuntural dita de esquerda da assembleia da república.
Nada de novo em desfazer ou apagar medidas, uma vez que a dita esquerda sempre usou o apagamento do que não lhe interessa. Convém até não deixar vestígios de que há outras formas de pensar e de fazer, com mais eficiência e melhores resultados. Lamento que algumas dessas medidas tenham sido apagadas, como o caso dos cursos vocacionais, os exames de português e matemática no 4º e 6 anos, o exame de português no ensino profissional, a autonomia das escolas na possibilidade de contratação a nível de escola...
A minha vida profissional esteve ligada à educação, vi entrar e sair ministros e secretários de estado, de que já ninguém  lembra o nome, mas alguns  fizeram muito mal à educação, porque  achincalharam os professores, prejudicaram os alunos e as suas famílias e instabilizaram o sistema educativo.
Com esta política, a instabilidade continua... 
O trabalho que estava a ser feito não era perfeito mas era mais exigente, correspondia mais às necessidades dos alunos e começava a haver resultados positivos (Programme for International Student Assessment - PISA, Trends in International Mathematics and Science Study- TIMSS).
Avaliar é uma coisa, desfazer e apagar, outra, bem diferente.
_____________________________________
(1) Na saúde, já não é possível ignorar as condições miseráveis em que são atendidas crianças doentes, como acontece no Hospital de S. João, no Porto, ou no Hospital de Abrantes…
(2) "Fazer e desfazer" é o título da crónica  de M. F. Leite, no Expresso, de sábado passado, a propósito das alterações ao mapa judiciário, feitas pelo ministério da justiça, que foi revisto no governo anterior e parece que  vai ser revisto novamente.
(3) Parece que vai haver reversão da extinção das freguesias... Ao contrário deste populismo, o passo seguinte não seria extinguir alguns concelhos?
(4) 102 agressões a professores em 2016.

29/03/18

O grande poder do mundo

Bach - Paixão seg. S. Mateus - Coral "O Haupt voll Blut und Wunden"
Oh, cabeça lacerada e ferida,
cheia de dor e escárnio!
Oh, cabeça rodeada, ferida,
por uma coroa de espinhos!
Oh, cabeça outrora adornada
com elevadas honras e presentes,
e agora grandemente ultrajada!
Eu te saúdo!

Tu, nobre rosto,
ante a quem o mundo todo
treme e teme,
De que forma escarram sobre Ti!
Quão lívido te achas!
Quem se encolerizou
de forma tão infame
com a luz sem igual de teus olhos?

23/03/18

Hoje apetece-me ouvir: Erik Satie

Erik Satie - Je te veux (17/5/1866 - 1/7/1925)


Jessye Norman -  Je te veux

J'ai compris ta détresse
Cher amoureux
Et je cède à tes vœux
Fais de moi ta maîtresse
Loin de nous la sagesse
Plus de tristesse
J'aspire à l'instant précieux
Où nous serons heureux
Je te veux
...
Que ton cœur amoureux
Vient chercher ma caresse
...




Trèbes et Carcassonne

11/03/18

A balada das pessoas felizes

Zaz e G. Lenorman
Há sempre um motivo para te cantar a balada das pessoas felizes

Notre vieille Terre est une étoile
Où toi aussi tu brilles un peu
Je viens te chanter la ballade
La ballade des gens heureux
...
Tu n'a pas de titre ni de grade
Mais tu dis "tu" quand tu parles à dieu
...
Journaliste pour ta première page
Tu peux écrire tout ce que tu veux
On t'offre un titre formidable
La ballade des gens heureux
...
Toi qui a planté un arbre
Dans ton petit jardin de banlieue
...
Il s'endort et tu le regardes
C'est ton enfant il te ressemble un peu
On vient lui chanter la ballade
La ballade des gens heureux
....
Toi la star du haut de ta vague
Descends vers nous, tu verras mieux
...
Roi de la drague et de la rigolade
Rouleur flambeur ou gentil petit vieux
...
Comme un choeur dans une cathédrale
Comme un oiseau qui fait ce qu'il peut
...

08/03/18

Mulher

PENSAMENTO

Sobre a Igualdade - como se isso me prejudicasse, dar aos outros
              as mesmas oportunidades e direitos que a mim próprio -
              como se isso não fosse indispensável aos meus próprios
              direitos que os outros possuam o mesmo.

Walt Whitman, Folhas de erva, p.248

04/03/18

Chuva... Chuva...

Zaz - La pluie
A chuva no Domingo, mas neste doce Portugal e em Março 




Jorge Palma -  A chuva cai




Erik Satie - Sob a chuva