
18/07/18
15/07/18
Kodály - Esti dal
Kodály - Esti dal (Evening song)
"Só os melhores professores e só a melhor música deve ser dada às crianças". Kodály
"Só os melhores professores e só a melhor música deve ser dada às crianças". Kodály
09/07/18
Terapia do ar livre

As
vantagens físicas e mentais de viver a vida ao ar livre são evidentes.
O desenvolvimento humano, a civilização, levou-nos
a ficar cada vez mais sedentários, dentro dos edifícios: em casa, nas empresas e escritórios,
centros comerciais, ginásios... Além disso, à medida que nos vamos desenvolvendo individualmente,
diminui o tempo em que permanecemos nos espaços exteriores.
Porém, temos actualmente razões validadas pela investigação de que a vida nos espaços exteriores tem vantagens para a nossa saúde. (Maria Pinheiro, "O ar livre faz bem à saúde: 8 razões para sair de casa", PH+, nº 20.
Podemos identificar as seguintes razões:
1. Estimula a
produção de vitamina D. O sol que incide na pele tem efeito na produção
desta vitamina que por seu lado tem um papel activo no crescimento das células
e dos ossos. Há estudos que
indicam também que tem um efeito protector relativamente a patologias
como a osteoporose, depressão, doenças cardiovasculares e cancro.
Com a idade vai
havendo um declínio da vitamina D - uma pessoa aos 65 anos gera um quarto de
vitamina do que uma pessoa aos 20. Um passeio diário de 10 a 15 minutos pode
contrariar este declínio.
2. Melhora a
saúde mental. A luz solar tem efeito positivo sobre o humor. A actividade
física tem um impacto positivo sobre o humor e a autoestima.
Quem passeia na natureza por oposição a quem o faz na
cidade manifesta menos actividade no cérebro relacionada com a depressão, ou
seja, estes resultados podem manifestar que a exposição à natureza tem relação com a saúde
mental.
3. Diminui o stress.
Passear na natureza melhora o nosso desempenho mental. A comparação entre um grupo que passeia pela cidade e outro pela natureza este último apresentava
melhor humor e menos índices de ansiedade.
Noutro estudo, verificou-se
que a simples visão do verde dos trabalhadores que tinham uma janela gerava
menos stress e maior satisfação profissional do que aqueles que não
tinham.
4. Aumenta a
concentração e potencia o desempenho académico. Comparando um grupo que tinha
andado pelo parque com o que e andou pela cidade ou com o que ficou a relaxar,
o que andou pelo parque apresentou melhor capacidade de realizar as tarefas que
lhe foram propostas.
Outro estudo
mostrou que crianças com actividade física moderada e intensa revelaram
maior fluência e compreensão na leitura e na aritmética quando comparadas com
as que tinham uma vida mais sedentária.
5. Melhora a
visão. Passar mais tempo ao ar livre pode ser uma estratégia eficaz para travar
o a progressão da miopia em crianças e adolescentes.
6. Reduz a
inflamação e estimula o sistema imunitário. Um grupo de alunos que ficaram
na floresta manifestaram índices inferiores e stress oxidativo associado ao
envelhecimento e morte das células bem como de cortisol e de alguns marcadores
oncológicos face aos que tinham ficado na cidade.
7. Melhora a
qualidade do sono. Passar mais tempo exposto à luz solar permite ajustar
o ritmo circadiano à alternância normal entre o dia e a noite na medida em que
estimula a produção de melatonina, hormona que regula o adormecer e o acordar.
8. Retarda o
envelhecimento. A percentagem de verde num raio de 1 a 3 km tinha um impacto
directo no estado de saúde, mais positivo nas zonas rurais.
Noutro estudo
verificou-se que 12% de mulheres que viviam nas zonas rurais tinham uma taxa de
mortalidade inferior com a relação a ser mais forte nas patologias
respiratórias e oncológicas.
Já todos
ouvimos falar das vantagens que a natureza nos oferece. Perante estes estudos
ficamos ainda mais seguros do papel benéfico do ar livre para a saúde.
As autarquias não podem ignorar estes dados relativamente à qualidade de vida
que pode ser devolvida pela natureza quando cuidamos dela, criando espaços
verdes, zonas de lazer, que são autênticos espaços terapêuticos.
_______________________
Obs.: Consultar referências na revista pH+ nº 20.
Obs.: Consultar referências na revista pH+ nº 20.
08/07/18
Uma sociedade amiga das crianças
Todos temos alguma experiência negativa relativamente à
sociedade e comunidade em que vivemos sobre a ausência de condições inclusivas
para os cidadãos, desde criança até à velhice.
Ter um filho implica grandes necessidades de mudança,
de adaptação à vida quotidiana dos pais. É, sem dúvida, verdade que o
nascimento de um filho muda a nossa vida, principalmente quando os pais decidem
que os filhos os devem acompanhar, sempre que possível, nas suas actividades de
lazer, nas férias, na vida social ...
Em 2012, segundo o Relatório da UNICEF ‘Situação Mundial da Infância’, estimava-se que, no ano de 2050, 70% da população mundial
iria viver em áreas urbanas, o que significa que a maioria das crianças e
jovens crescerão em cidades nas próximas décadas.
Viver num mundo urbano coloca mais dificuldades que
não favorecem o bem estar das crianças. Há muitas situações em que a vida de
quem tem filhos é dificultada por não haver estruturas ou estruturas amigas das crianças.
Uma sociedade amiga das crianças tem cidades
amigas das crianças, com estruturas arquitectónicas, sociais e educativas
amigas das crianças: escolas, currículos escolares amigos das crianças, hospitais,
jardins e parques infantis, passeios e passadeiras... amigos das crianças Em 1996, a UNICEF lançou o conceito “Cidades Amigas das Crianças”, com o objectivo de colocar “as crianças em primeiro lugar” tanto no mundo em desenvolvimento como no mundo industrializado, em contexto rural ou urbano. *
Uma cidade amiga das crianças tem acessibilidades para todas as crianças. Nas nossas cidades, apesar de ter havido alguma evolução, é uma verdadeira aventura deslocarmo-nos a qualquer sítio, por necessidade ou apenas por lazer, com uma criança num carrinho de bebé.
A lei sobre acessibilidades ( DL n.º 163/2006, de 8/8, alterado pelo DL n.º 136/2014, de 9/9, e DL n.º 125/2017, de 4/10) continua a ficar sem
efeito; mesmo em bairros relativamente novos não são tidos em conta a eliminação de barreiras arquitectónicas: nas
passagens de peões, desníveis dos passeios perigosos, com candeeiros, sinais, canteiros,
escadas, a interromper, rampas perigosas...
Espaços das cidades amigos das crianças são espaços verdes, jardins, feitos para as pessoas e, portanto, para as crianças, e não para os cães que continuam a andar solta, sem trela, não têm condições de higiene ou de segurança para poderem ser frequentados.
Reconheço o esforço que algumas autarquias têm feito
com distribuidores de sacos gratuitos, com avisos, com a manutenção dos
espaços... mas as autarquias também têm as costas largas quando os cidadãos ou
não sabem ler os avisos ou se estão nas tintas para os outros, principalmente
se forem crianças.
Uma sociedade amiga das crianças tem escolas amigas
crianças. Nesse sentido a Confederação nacional das associações de pais (CONFAP) criou um selo que é atribuído às
Escolas “amigas das crianças” . Para isso, vai avaliar ideias inovadoras em
áreas como o espaço de recreio, a alimentação, a segurança ou o envolvimento da
família. (Rita
Marques Costa, Mais de 300 escolas “amigas das crianças” receberam selo da Confap, Público, 22 de Março de 2018)
Uma cidade amiga das crianças tem creches e jardins de infância para todas as crianças de forma a poder equilibrar o papel profissional dos pais com a necessidade de desenvolvimento das crianças.
Nestas creches, jardins de infância e escolas,
os currículos devem utilizar o Desenho universal para a aprendizagem (UDL), ou
metodologias semelhantes. Os currículos devem ser desenhados de forma a que
todos os alunos possam ter acesso a eles. A modificação do meio ao nível das
acessibilidades, por exemplo, e dos instrumentos de aprendizagem são
fundamentais para que o sucesso escolar possa acontecer.
Os equipamentos e serviços sociais amigos das crianças devem respeitar estas regras. Quando decidimos ir a um restaurante com os filhos ou os netos, as crianças são bem-vindas. Sabemos que nem sempre assim acontece e há de tudo: alguns são mais ou menos indiferentes, outros pouco simpáticos para a frequência de crianças, porque fazem barulho, às vezes birras, um empecilho... Não têm cadeirinhas, não têm fraldário, não têm rampas de acesso, etc... nada que tenha em vista o bem-estar das crianças.
Os comportamentos sociais dos adultos deviam ser sempre amigos das crianças, o que se traduz no exercício da cidadania: respeitar as passadeiras, nos automóveis, os pais que devem ter cuidado com a segurança das crianças, não falar ao telemóvel, não fumar sempre que viajam com crianças...
Está em cada um de nós a capacidade de transformar a nossa cidade numa cidade amiga das crianças. **
________________________________
* O programa da UNICEF, "Cidades Amigas das Crianças", ganhou força em 2007, existindo, actualmente, 35 cidades em Portugal que aderiram a esta iniciativa."Os fundamentos para construir uma Cidade Amiga das Crianças assentam nos quatro princípios base da Convenção: não
discriminação; interesse superior da criança; sobrevivência e desenvolvimento;
ouvir as crianças e respeitar as suas opiniões." (UNICEF)
** RACAB (Rádio de Castelo Branco - Crónica-de-opinião - 28-06-2018 - "Uma sociedade amiga das crianças"
07/07/18
Magia na diferença - Gillian Lynne
Referimos aqui - Magia na diferença - Gillian Lynne, a propósito da sua infância: fraco desempenho escolar e instabilidade. Hoje diríamos hiperactividade.
" O dom de Lynne para dançar foi descoberto por um médico. Ela estava com mau desempenho na escola, então sua mãe levou-a ao médico e explicou sobre sua inquietação e falta de foco. Depois
de ouvir tudo o que sua mãe disse, o médico disse a Lynne que precisava
conversar com sua mãe em particular por um momento. Ele ligou o rádio e saiu. Ele então encorajou a mãe a olhar para Lynne, que estava dançando para o rádio. O médico notou que ela era uma dançarina e incentivou a mãe de Lynne a levá-la para a escola de dança." (Daqui)
Faleceu aos 92 anos.
Do seu extraordinário trabalho, um exemplo. Cats é um musical composto por Andrew Lloyd Webber, dirigido por Trevor Nunn e coreografado por Gillian Lynne. Estreou em Londres em 1981 e esteve dezoito anos em cartaz na Broadway. Para realizar esse espectáculo, Llyod Webber musicou uma série de poemas de T. S. Eliot sobre gatos, onde Memory foi a música de maior sucesso.
"O Livro dos Gatos", no original "Old Possum's Book of Pratical Cats", é uma colectânea de curiosos e animados poemas dedicados à psicologia e sociologia felina.
Foram escritos nos anos 30 por T. S. Eliot e incluídos pelo próprio, sob o nome "Old Possum", nas cartas que enviava aos seus afilhados. Em 1939, a editora que tinha o exclusivo da sua obra decidiu reunir e publicar 15 desses poemas sob a forma de livro.
Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura - 5º ano de escolaridade.
Sete mares
Sétima Legião - Sete mares
Pedro Oliveira (voz e guitarra); Rodrigo Leão (baixo e teclas); Nuno Cruz (bateria, percussão); Miguel Teixeira (viola d'arco); Gabriel Gomes (acordeão); Paulo Tato Marinho (gaitas de fole, flautas); Ricardo Camacho (teclas); Paulo Abelho (percussão, samplers); Francisco Ribeiro de Menezes (letras, coros)
21/06/18
Kodály - A música como parte da vida
~
Zoltán Kodály - Dances from Galanta
Zoltán
Kodály (Kodály Zoltán, pronunciado [ˈkodaːj ˈzoltaːn]), 16/12/1882 - 6/3/1967, foi um
compositor, etnomusicólogo, pedagogo, linguista e filósofo húngaro. Conhecido internacionalmente como o criador do Método Kodály.
Zoltán Kodály passou a maior parte de sua infância na cidade de Galánta e compôs as Danças de Galánta, para orquestra (1933), com base na música folclórica desta região. (Wikipedia)
Zoltán Kodály passou a maior parte de sua infância na cidade de Galánta e compôs as Danças de Galánta, para orquestra (1933), com base na música folclórica desta região. (Wikipedia)
O consolo da filosofia - o sofrimento
Cuida para que não te envergonhe, nem denigra o teu espírito - para que não te impeça de agir de maneira racional e altruísta.
E na maioria dos casos, o que disse Epicuro deve ajudar-te: «A dor nunca é insuportável ou infinita, desde que te lembres das suas limitações e não a tornes maior que o pensamento.»
E também não esqueças de que a dor muitas vezes vem disfarçada - em tonturas, febres, perda de apetite. Quando fores incomodado por coisas como estas, lembra-te: «Eu não cedo a nenhuma dor.»
68. Vive a vida em paz, imune às compulsões. Deixa que elas te gritem à vontade. Deixa os animais selvagens dilacerarem a frágil pele que te envolve. Nada disto te impede de manteres a tua mente calma - a avaliar com verdade o que te rodeia - e estares preparado para fazer bom uso do que quer que aconteça. Para que o Juízo possa olhar o acontecimento nos olhos e dizer: «Isto é o que tu realmente és, independentemente do que possas parecer ser.» E a Adaptabilidade diz: « Tu és mesmo aquilo que eu procurava.» Porque, para mim, o presente é uma oportunidade para empregar a virtude da Razão - a virtude da civilidade -, ou seja, a arte que os homens partilham com os deuses. Porque ambos tratam tudo o que acontece como natural; nada de novo nem difícil, mas como familiar e fácil de lidar.
69. Perfeição de carácter: viver cada dia como se fosse o último, sem frenesim, nem apatia, nem fingimentos.
Marco Aurélio, Meditações, Livro 7, Cultura Editora, A companhia dos livros, p.93-94.
28. A dor pode afetar o corpo - e neste caso, é o corpo que deve lidar com ela - ou afetar a alma. Mas a alma pode recusar-se a ser afetada, conservando a sua serenidade e tranquilidade. Todos os nossos impulsos, decisões, desejos e versões residem no nosso interior. Nenhum mal pode atingi-los.
Marco Aurélio, Meditações, Livro 8, Cultura Editora, A companhia dos livros, p.103.
28. A dor pode afetar o corpo - e neste caso, é o corpo que deve lidar com ela - ou afetar a alma. Mas a alma pode recusar-se a ser afetada, conservando a sua serenidade e tranquilidade. Todos os nossos impulsos, decisões, desejos e versões residem no nosso interior. Nenhum mal pode atingi-los.
Marco Aurélio, Meditações, Livro 8, Cultura Editora, A companhia dos livros, p.103.
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